Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/761
Título: Hábitos alcoólicos dos estudantes do mestrado integrado em medicina da Universidade da Beira Interior
Autor: Carvalho, Francisco Neves
Palavras-chave: Alcoolismo
Alcoolismo - Estudantes de medicina - UBI - Estudo de caso
Alcoolismo - Apoio psicológico
Data de Defesa: Jan-2010
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: O principal objectivo deste estudo foi investigar os hábitos alcoólicos dos estudantes do mestrado em Medicina da Universidade da Beira Interior, separando-os por grupos de risco no que toca ao consumo de álcool e associando este consumo a factores sócio – demográficos, ano de curso, idade de início de consumo, insight sobre a sua dependência (caso existisse) e apoio psicológico por parte de um profissional de saúde. Este estudo transversal consistiu na aplicação online de um questionário anónimo, construído para o efeito, disponível entre Outubro e Dezembro de 2009, constituído por quatro secções: a) Dados sócio – demográficos b) Teste AUDIT c) Questionário CAGE d) Insight e apoio psicológico. Os resultados foram analisados no programa informático SPSS versão 17 para Windows e consideraram-se os resultados significativos para p<0,05. No total, 345 estudantes (56,1% da população total) responderam ao inquérito, 260 do sexo feminino. Constatou-se que, segundo os resultados obtidos no teste AUDIT, 21% dos inquiridos se apresentavam em risco de desenvolver dependência alcoólica e 6% provável já a apresentam. Para o questionário CAGE, os valores foram semelhantes para os indivíduos com provável dependência e de apenas 16% para os em risco. No entanto, o questionário CAGE não revelou significância estatística quando relacionado com qualquer outra variável. Constatou-se ainda que: 40% dos estudantes consomem álcool regularmente, fazendo-o duas a quatro vezes por mês; que nenhum dos alunos tem, actualmente, apoio psicológico por parte de um profissional de saúde por sintomas relacionados com o consumo de álcool e que, no passado, apenas 1,2% tiveram esse apoio. Por fim, constatou-se que, 32,9% dos inquiridos do sexo masculino se apresentam em risco de desenvolver dependência alcoólica e que 14,1% se apresentam já, provavelmente, com dependência (contra 17,3% em risco e 3,1% com provável dependência, para o sexo feminino); que 30% dos alunos com 20 anos estão em risco, 13% apresentam provável dependência e que, acima dos 26 anos, 100% dos inquiridos é saudável; que o ciclo básico de formação (primeiros dois anos do curso) apresenta 26,5% da sua população em risco; e que 10,9% da população do ciclo intermédio (3.º e 4.º anos) provavelmente se encontra com dependência alcoólica. Este estudo associa-se à necessidade de compreender o consumo exagerado de álcool no sexo masculino e no ciclo intermédio do curso de Medicina. É necessário desenvolver métodos e acções que promovam estilos de vida saudáveis, com consumos moderados de álcool, com o sentido de prevenir doenças futuras; assim como ensinar os estudantes onde e quando pedir ajuda, criando e disponibilizando meios para os auxiliar.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/761
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