Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/780
Título: Estudo de prevalência de sintomas de distúrbios da articulação temporomandibular em estudantes de medicina da Universidade da Beira Interior
Autor: Costa, Maria Elisa Campos
Palavras-chave: Articulação temporomandibular - Distúrbios
Cervicalgia
Cervicalgia - Cefaleia
Bruxismo
Oclusão - Stress emocional
Articulação temporomandibular - Estudantes de medicina - UBI - Estudo de caso
Data de Defesa: Mai-2010
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: INTRODUÇÃO E OBJECTIVOS: Os Distúrbios Temporomandibulares (DTM) englobam todos os distúrbios funcionais do complexo crânio-cervico mandibular (CCCM) e têm elevada prevalência na população geral. A etiologia dos DTM é complexa e multifactorial, destacando-se as alterações na morfologia das superfícies articulares, os traumatismos, as alterações da oclusão, os factores psicossociais e emocionais e os factores sistémicos. As estruturas mais afectadas são os músculos, as articulações temporomandibulares (ATMs) e os dentes. Como sintomas mais comuns, assinalam-se o desgaste dentário, a mobilidade dos dentes, a dor nos músculos da mastigação, a dor na ATM, a limitação no movimento da mandíbula, os sons na ATM, a otalgia e a cefaleia. O objectivo principal deste trabalho é a determinação da prevalência de sintomas de DTM nos estudantes de Medicina da Universidade da Beira Interior (UBI). Pretende-se, ainda, verificar a existência de uma relação entre os DTM e o seu grau com as características sócio-demográficas da amostra. MÉTODOS: Este estudo populacional transversal consistiu na aplicação online de um questionário anónimo, que esteve disponível entre 15 de Setembro e 15 de Dezembro de 2009, constituído por duas secções: I. Dados sócio-demográficos; II. Questionário Fonseca et al. (1994)6. Os resultados foram analisados nos programas Microsoft Excel 2007® e SPSS® versao 17.0, ambos para Windows e consideraram-se os resultados significativos para p <0,05. RESULTADOS: No total, 324 estudantes (53,1% da população) responderam ao questionário, sendo 240 do género feminino. As idades distribuíram-se entre os 18 e os 51 anos. A prevalência de sintomas de DTM foi de 58,3%, sendo que o grau mais prevalente foi o ligeiro (41,7%). No género feminino encontrou-se maior prevalência de DTM (60,8%) do que no género masculino (51,2%), não se tendo obtido significância estatística. No estudo da relação entre as variáveis sócio-demográficas e DTM, verificou-se uma associação estatisticamente significativa entre a presença de DTM e o ciclo de curso frequentado, com maior predomínio nos anos clínicos da formação. Os sintomas mais frequentes foram as cefaleias frequentes, as cervicalgias, os ruídos nas ATMs associados ao movimento, o bruxismo e o cerrar dos dentes e a percepção de ansiedade. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO: Nos estudantes de Medicina da UBI, existem DTM com maior prevalência no género feminino e essencialmente nos anos clínicos de formação. Neste sentido, propõe-se a realização de investigações que procurem compreender em que medida as actividades constituintes desses anos se relacionam com a prevalência de sintomas de DTM. Além disso, pretende-se alertar para a importância do diagnóstico precoce destes distúrbios.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/780
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