Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/788
Título: Estudo piloto sobre a utilização do algígrafo UBI para avaliação do grau de desconforto em endoscopia digestiva alta
Autor: Leal, Armando Baltazar Matos Araújo Pimenta
Palavras-chave: Algígrafo UBI
Dor - Avaliação
Endoscopia digestiva - Dor - Algígrafo UBI - Estudo
Equipamento biomédico
Data de Defesa: Jun-2010
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: Introdução: Para avaliar a dor dispõem-se de instrumentos unidimensionais que, como o próprio nome indica, consideram apenas uma única dimensão e instrumentos multidimensionais, que fornecem uma avaliação mais abrangente, representando melhor a realidade de experiência de dor. Para a mensuração da intensidade da dor existem escalas validadas a nível internacional, designadamente a Escala Visual Análoga (considerada como uma escala numérica padrão para efeitos de tratamento estatístico. Um novo aparelho (Algígrafo UBI) permite uma nova forma de avaliar a intensidade da dor, permitindo uma comunicação não verbal por parte do paciente para com os profissionais de saúde. Estudos preliminares sugerem que o Algígrafo, correlaciona de forma satisfatória com a escala visual análoga. O Algígrafo foi desenvolvido inicialmente para situações de dor instantânea em que não existe possibilidade de verbalização da experiência de dor/desconforto. Assim sendo, poderá ser aplicado em vários procedimentos como, designadamente, em endoscopias altas do tubo digestivo que, embora não produzam verdadeiramente o que normalmente se chama dor, podem provocar um desconforto acentuado. Objectivo: Avaliar o Algígrafo UBI para mensuração e registo do desconforto provocado pela endoscopia alta do tubo digestivo, considerando-se a Escala Visual Análoga como o padrão com o qual o novo método é comparado. Métodos: O nosso estudo foi desenhado com características de estudo preliminar, no sentido de ser gerador de informação que permita uma base para as estimativas necessárias para o desenho de estudos mais amplos sobre o mesmo assunto. Englobou 28 pacientes adultos, tendo 7 sido posteriormente excluídos da análise, por razões técnicas das quais resultaram registos incompletos. Consequentemente, foram analisados os dados de 21 pacientes adultos, 8 do sexo feminino e 13 do sexo masculino, com 62.0 + 16.1 anos de idade, submetidos a Endoscopia Digestiva Alta. Numa folha de questionário elaborada para o efeito, registaram-se informações pessoais, a razão da endoscopia, patologias concomitantes, medicação antidepressiva, ansiolítica ou outras e os antecedentes cirúrgicos. Depois de uma prévia fase de ensino ao doente sobre a utilização do aparelho, durante todo o procedimento foi observado a correcta utilização do Algígrafo. No final da intervenção, registou-se o valor de desconforto máximo, utilizando para tal a EVA. Para análise estatística, utilizou-se a correlação de Pearson. Os dados são apresentados como médias e desvios - padrão. Resultados: Durante a endoscopia, com o Algígrafo registaram-se, como valor máximo 3,9 + 2,5, como valor médio 1,1 + 0,8 e como número de eventos 8,6 + 8,5. No que respeita à correlação com os dados obtidos com a Escala Visual Análoga no fim da intervenção, observou-se um valor de r de 0.53 para o valor máximo do Algígrafo (p=0.013), um valor de r de 0.16 para a média dos valores do Algígrafo (p=0.49) e um valor de r de 0.42 para o número de eventos (p=0.056). Conclusão: Este estudo encontrou que, estatisticamente, os dados do Algígrafo correlacionam com o registado na escala visual análoga, com valores de r que se podem considerar aceitáveis. As limitações inerentes ao método utilizado – comparação face a um padrão – embora seja o que é mandatório para estas situações, não nos permite avaliar o valor relativo dos dois métodos. Estando-se no patamar de um estudo piloto, consideramos que os nossos dados constituem um indício no sentido da utilidade do Algígrafo durante a endoscopia digestiva alta, mas novos estudos, incluindo mais doentes e avaliando outras dimensões, são agora necessários.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/788
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