Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/793
Título: Clínica e evolução dos tumores do sistema nervosos central na região da Beira Interior nos anos de 2007 e 2008
Autor: Gomes, Vânia Catarina Correia
Palavras-chave: Sistema nervoso central - Tumor
Sistema nervoso central - Tumor - Diagnóstico
Sistema nervoso central - Tumor - Estudo de caso
Data de Defesa: Mai-2010
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: Os tumores do Sistema Nervoso Central estão associados a uma elevada taxa de morbilidade e mortalidade e, em Portugal, os dados relativos às suas principais características são escassas. O principal objectivo deste trabalho é avaliar o intervalo de tempo desde a apresentação inicial deste tipo de tumores até ao seu diagnóstico e seguimento posterior. A investigação consistiu num estudo retrospectivo, mediante a consulta de processos clínicos de doentes do Centro Hospitalar Cova da Beira diagnosticados com neoplasia do Sistema Nervoso Central, seleccionados de acordo com a International Classification of Diseases, 9th Revision, Clinical Modification, entre 1 de Janeiro de 2007 e 31 de Dezembro de 2008 (n=57). Posteriormente, analisaram-se os intervalos de tempo entre a apresentação clínica, o primeiro contacto com o sistema de saúde, o diagnóstico, a referenciação para centro diferenciado e o procedimento cirúrgico, e os intervalos de tempo entre o primeiro procedimento terapêutico e o envio para Cuidados Paliativos e o óbito, respectivamente. 56% dos casos foram diagnosticados no sexo feminino, ocorrendo o pico de casos entre os 70-79 anos em ambos os sexos. As cefaleias e as alterações da consciência foram a clínica inicial mais frequente (17,5%, respectivamente). O tumor primário mais frequente foi o glioblastoma multiforme (16%) e cerca de metade dos tumores foram secundários a neoplasias noutros sistemas. A neoplasia que mais metastizou para o Sistema Nervoso Central foi a do pulmão (22%) e os hemisférios cerebrais foram a localização preferencial dos tumores (60%). Quanto aos intervalos de tempo, 18% dos doentes recorreram a algum tipo de assistência médica no dia do início dos sintomas, tendo 12% esperado mais de 30 dias. 42% dos diagnósticos foram feitos nos 8 dias após o primeiro contacto com o sistema de saúde. 54,4% dos doentes foram referenciados para centros diferenciados, e desses cerca de 55% esperaram menos de 8 dias pela referenciação. 35,5% dos doentes foram submetidos a algum procedimento cirúrgico e desses, 63,6% foram submetidos nos 8 dias após referenciação. 57,1% dos doentes foram encaminhados para os Cuidados Paliativos, dos quais um quarto foi encaminhado no primeiro mês após o primeiro procedimento terapêutico. Dos 65% que faleceram, 8,1% dos óbitos registaram-se no primeiro mês após o primeiro procedimento terapêutico. O envelhecimento populacional assim como o desenvolvimento dos tratamentos das neoplasias noutros sistemas poderão explicar os resultados encontrados quanto aos tipos tumorais mais frequentes. Os tempos de espera para referenciação não são objectivamente muito longos, no entanto, estes resultados poderão estar enviesados pela falta de informação nos processos dos doentes.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/793
Aparece nas colecções:FCS - DCM | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

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