Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/796
Título: Casuística do carcinoma espinocelular num período de cinco anos, 2005-2009, do Serviço de Dermatovenereologia da Unidade Local de Saúde da Guarda, uma análise crítica
Autor: Gomes, Ana Luísa de Castro Bento
Palavras-chave: Carcinoma espinocelular
Carcinoma espinocelular - Factores de risco
Data de Defesa: Jun-2010
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: Introdução: O carcinoma espinocelular é a segunda neoplasia maligna cutânea mais frequente, cuja incidência tem vindo a aumentar. Apresenta uma etiologia multifactorial e o principal factor de risco é a exposição solar crónica, sendo as localizações mais afectadas as relacionadas com as áreas foto expostas. Objectivos e Métodos: Este trabalho teve como objectivo efectuar uma análise crítica do carcinoma espinocelular no Serviço de Dermatovenereologia da Unidade Local de Saúde da Guarda no período compreendido entre 2005 e 2009. Foram estudadas várias características, tais como a sua distribuição por sexo, idade, locais mais atingidos da superfície corporal e factores de risco associados, de forma a podermos estabelecer futuramente algumas normas preventivas desta neoplasia cutânea. Todos os casos incluídos foram confirmados por diagnóstico histopatológico. Realizou-se uma análise documental retrospectiva por revisão dos processos clínicos dos doentes com este diagnóstico. Os dados obtidos foram submetidos a uma análise estatística descritiva através do cálculo de medidas como frequências, percentagens e médias. Resultados: Foram incluídos no estudo 259 casos de carcinoma espinocelular, compreendendo 159 mulheres (61,4%) e 100 homens (38,6%) com idade média de 78 anos (±11,6 [30-99]). Relativamente ao diagnóstico histopatológico, 81,5% foram descritos como carcinoma espinocelular e 8,1% foram classificados histopatologicamente como carcinoma in situ. A região da cabeça e pescoço (zonas foto expostas) foi a mais afectada com 182 casos (70,3%), sendo a localização específica predominante o lábio inferior com 38 casos (14,7%). O tipo de lesão mais frequente foi a ulceração. A dimensão média foi de 17,4 mm (±12,6 [2,5-120]) e o período médio de evolução das lesões foi de 6,75 meses (±6,5 [1-36]). Relativamente aos antecedentes de outras neoplasias cutâneas ou de lesões pré-carcinomatosas, observámos queratoses actínicas em 40,5% dos casos, carcinoma basocelular em 18,5% e 1 caso de melanoma múltiplo. Quanto às recidivas, estas foram encontradas em 26 casos (10,0%). Em 29 casos (11,2%) foi diagnosticado um segundo tumor e em 2 casos (0,8%) um terceiro tumor. A abordagem terapêutica mais usada foi a exérese cirúrgica em ambulatório. Discussão e Conclusões: Nos últimos cinco anos, o diagnóstico de carcinoma espinocelular observado nos doentes que recorreram ao Serviço de Dermatovenereologia da Unidade Local de Saúde da Guarda, foi mais frequente em indivíduos do sexo feminino. O grupo etário afectado e a localização mais frequente estão de acordo com a literatura. A exposição solar crónica encontra-se intimamente relacionada com a localização do tumor, com o tipo de profissão desempenhada pelo indivíduo e com as medidas de fotoprotecção que utiliza, sendo de grande importância as estratégias preventivas e o diagnóstico precoce.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/796
Aparece nas colecções:FCS - DCM | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

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