Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/798
Título: Mortalidade na rotura de varizes esofágicas em doentes com cirrose :
Outros títulos: factores de prognóstico
Autor: Fonseca, Maria da Luz Diogo da
Palavras-chave: Varizes esofágicas
Varizes esofágicas - Rotura - Cirrose hepática
Hemorragia digestiva
Hemorragia digestiva alta - Diagnóstico
Data de Defesa: Mai-2010
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: INTRODUÇÃO A hemorragia digestiva alta por rotura de varizes esofágicas é uma situação de emergência médica que, apesar dos avanços nas opções e protocolos de tratamento e resultados efectivos na redução da mortalidade de mais de 40% para 15 a 20% nas últimas três décadas, continua com uma taxa de mortalidade associada significativa. Existem em Portugal alguns trabalhos relativamente à doença hepática crónica, doença hepática alcoólica e alcoolismo essenciais para a compreensão das necessidades no nosso país para lidar com a situação. Com este estudo pretendeu-se acrescentar dados à bibliografia nacional e especificar características numa população na qual a prevalência de doença hepática crónica é particularmente elevada, na Beira Interior. Além disso, múltiplas variáveis têm sido relacionadas com maior ou menor taxa de mortalidade após o episódio de rotura de varizes esofágicas em doentes com cirrose hepática. Na execução deste estudo de caso-controlo foi colocada e estudada a hipótese de que a idade, o género, a escala de Child-Pugh-Turcotte, cada uma das cinco variáveis nela incluída de forma individual, a etiologia da cirrose e o tamanho das varizes esofágicas teriam influência na mortalidade até às seis semanas após o episódio de rotura de varizes esofágicas. MATERIAIS E MÉTODOS Foram analisados os registos clínicos de noventa e oito pacientes com doença hepática crónica atendidos no Centro Hospitalar Cova da Beira, desde Janeiro de 2004 a Dezembro de 2008, por hemorragia digestiva alta devido a rotura de varizes esofágicas. Além de uma análise descritiva dos dados procurou-se estabelecer uma relação entre cada variável e a mortalidade até às seis semanas, considerada estatisticamente significativa quando p <0,05. RESULTADOS A taxa de mortalidade nos cinco anos estudados foi de 18,4%. Cerca de metade dos doentes tinham entre 50 e 70 anos e quer o género masculino quer a etiologia alcoólica da cirrose corresponderam a uma proporção de mais de 90% de todos os doentes. A escala de Child-Pugh-Turcotte, a ascite, a encefalopatia, a albumina e o índice internacional normalizado demonstraram capacidade preditiva de prognóstico. CONCLUSÃO A etiologia alcoólica da cirrose toma proporções importantes em Portugal e este estudo confirmou mais uma vez este achado; urgem medidas de combate ao consumo excessivo de álcool. Relativamente aos factores de prognóstico após o episódio de rotura de varizes esofágicas, este estudo reforça a importância do grau da insuficiência hepática como condicionante para a capacidade de cada doente em resistir e adaptar-se à agressão adicional ao organismo causada pela hemorragia.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/798
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