Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/808
Título: Síndrome de congestão pélvica : afecção rastreável?
Autor: Moniz, Patrícia Marques
Palavras-chave: Síndrome de congestão pélvica
Dor pélvica crónica
Ecografia transvaginal - Rastreio
Data de Defesa: Jun-2010
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: Introdução: A dor pélvica crónica (DPC) constitui uma das queixas mais comuns em Ginecologia, correspondendo a 10-40% dos motivos de consulta. Porém, a sua etiologia mantém-se desconhecida em 60% dos casos. A presença de varizes pélvicas pode estar na origem de DPC sem outra causa evidente, sendo que em 50% dos casos, será possível detectar sinais de congestão pélvica (CP). Apesar do seu provável papel preponderante na etiologia de DPC, a Síndrome de Congestão Pélvica (SCP) continua subdiagnosticada. Uma vez que o método de referência, a venografia, é técnica invasiva e que só se efectua em centros especializados, a ecografia ginecológica, transvaginal, é proposta como exame complementar de primeira linha a efectuar para o diagnóstico de SCP. Objectivos: Pretendeu-se elaborar e avaliar um protocolo de correlação clínica e ecográfica dirigido à definição e estandardização dos parâmetros a medir, para uma futura abordagem de rastreio mas, sobretudo, verificar da sua aplicabilidade na rotina de exames ecográficos ginecológicos. Também se elaborou e aplicou um questionário complementar de detecção de sintomatologia atribuível à SCP, tendo como objectivo principal verificar a adesão ao seu preenchimento. Métodos: Desenhou-se um protocolo de avaliação que abordava três locais anatómicos: as veias ováricas (direita e esquerda), o plexo venoso pélvico (PVP) e os ovários. Previamente à sua aplicação prática, 2 ginecologistas receberam uma formação dirigida sobre a técnica de visualização das veias ováricas por via transabdominal. Realizou-se um estudo prospectivo, recolhendo dados de 34 mulheres que tinham solicitada ecografia ginecológica, no Serviço de Ginecologia do Centro Hospitalar Cova da Beira, EPE (CHCB). Todas as pacientes responderam a um questionário especificamente elaborado para este estudo. Paralelamente, solicitou-se a uma ecografista independente a expressão das bases conducentes no exercício diário ao diagnóstico de varicocelo pélvico. Resultados: Mostrou-se inconsistente a avaliação das veias ováricas. Os parâmetros do PVP e ovários foram mensuráveis na maioria das pacientes. Segundo a definição de caso estipulada, identificaram-se 6 casos com diâmetros dos vasos ≥5 mm. A grande maioria das inquiridas respondeu autonomamente ao inquérito complementar mas houve necessidade de ajuda num pequeno número delas. A análise oportunista das respostas obtidas aponta para a inexistência de diferenças significativas entre os grupos de mulheres com e sem CP relativamente aos dados inquiridos no questionário. Conclusão: O protocolo de avaliação não é, no presente, linearmente aplicável, pois a técnica de visualização das veias ováricas não foi eficaz. Há necessidade de aferição dos meios de medição deste parâmetro, bem assim como de critérios de avaliação global da circulação pélvica para que haja possibilidade de dar continuação a este projecto. Outros parâmetros como o estudo de calibre dos vasos pélvicos e uterinos e de estudo dinâmico do fluxo vascular são mensuráveis, e serão certamente cruciais numa investigação programada para a detecção do SCP. Nesta fase preliminar do estudo, pelas dificuldades de colheita apontadas, a amostragem não foi suficiente para atingir força estatística, o que não constituía, porém, como pressuposto inicial deste trabalho.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/808
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