Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/821
Título: Terapêutica hormonal de substituição : percepções e padrões de prescrição : estudo comparativo entre especialistas de Medicina Geral e Familiar e de Ginecologia-Obstetrícia
Autor: Machado, Ana Sara Leal
Palavras-chave: Terapêutica hormonal de substituição
Terapêutica hormonal de substituição - Menopausa
Terapêutica hormonal de substituição - Factores de risco
Terapêutica hormonal de substituição - Benefícios
Pós-menopausa
Data de Defesa: Mai-2010
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: Introdução: Na menopausa a síntese ovariana de estrogénios e progesterona diminui, o que pode originar uma variedade de sintomas e alterações que podem influenciar a qualidade de vida da mulher. Das terapêuticas disponíveis a terapêutica hormonal de substituição (THS) constitui a mais utilizada para aliviar os sintomas e consequências que a menopausa acarreta. A decisão em iniciar a THS é complexa: os riscos e benefícios devem ser ponderados bem como o seu impacto na qualidade de vida. Objectivo: Analisar as percepções e padrões de prescrição dos especialistas de medicina geral e familiar (MGF) e de ginecologia/obstetrícia (G/O). Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo de carácter observacional transversal. Para o efeito foram administrados questionários de auto-preenchimento aos médicos especialistas de ginecologia/obstetrícia e de medicina geral e familiar, presentes no “XI Congresso Português de Ginecologia” e no “XIV Congresso Nacional de Medicina Geral e Familiar”, respectivamente. Resultados: Participaram no estudo 326 médicos, 18,1% especialistas de ginecologia/obstetrícia e 81,9% especialistas de medicina geral e familiar. Da amostra 43,7% dos especialistas licenciaram-se entre 2005-2008. 97,3% dos especialistas de MGF e 98,3% dos especialistas de G/O consideram que a menopausa afecta a qualidade de vida da mulher. 71,2% dos especialistas de MGF e 57,6% dos especialistas de G/O consideram que a THS se deve realizar apenas em mulheres com sintomatologia embora também considerem que poderá ser utilizada na prevenção de outras patologias, principalmente da osteoporose. 71% dos especialistas de MGF e 98,3% dos especialistas de G/O referem prescrever THS na sua prática clínica diária, sendo que os primeiros preferem utilizar a forma oral e os segundos a forma transdérmica. 100% dos especialistas de MGF e 93,3% dos especialistas de G/O consideram que a qualidade de vida da mulher pós-menopáusica melhorou com a THS. Discussão e conclusão: A maioria dos participantes deste estudo revela conhecimentos adequados acerca dos sintomas, alterações e impacto na qualidade de vida da mulher pós-menopáusica e também em relação à utilização e riscos-benefícios da THS. Não obstante foi possível evidenciar ainda algumas discrepâncias entre as especialidades, principalmente na prescrição da THS. Este facto poderá estar relacionado com a escassa existência de protocolos e normas/guidelines que permitam aos especialistas uniformizar os seus conhecimentos, estratégias de intervenção e formas de prescrição da THS na menopausa.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/821
Aparece nas colecções:FCS - DCM | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento



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