Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/856
Título: Traumatismos crânio-encefálicos na Beira Interior : sequelas neurológicas
Autor: Reis, Daniel José de Oliveira
Palavras-chave: Traumatismo crânio-encefálico
Traumatismo crânio-encefálico - Factores de risco
Traumatismo crânio-encefálico - Sequelas
Traumatismo crânio-encefálico - Prognóstico
Síndrome pós-concussão
Data de Defesa: Jun-2010
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: Introdução: O traumatismo crânio-encefálico (TCE) é responsável pela maioria da morbilidade e mortalidade pós-traumática(1-5). É difícil calcular com precisão os números relativos ao TCE, por dificuldades com classificação e algumas sequelas não serem rapidamente aparentes(6-7). O síndrome pós concussão parece ocorrer em 50% dos doentes que sofrem TCE ligeiro(9-11). Sabe-se pouco da morbilidade a longo prazo. Este estudo tem como objectivos a análise descritiva dos TCE que recorreram ao Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB) no ano de 2006, avaliar a longo prazo a frequência de sequelas neurológicas (cefaleias, défice cognitivo e ansiedade entre outras), a perda de qualidade de vida e das funções nervosas superiores (FNS) e alterações de personalidade após TCE nestes doentes. Materiais e Métodos: Este estudo apresenta dois componentes: retrospectivo (Grupo 60) – recolha de dados dos episódios de 60 doentes com TCE em 2006 através do processo clínico; prospectivo (Grupo 22) – consulta de seguimento em Março de 2010 a 22 desses doentes para estudo. Análise estatística: procedeu-se a análise descritiva dos dados de ambos os grupos e procurou-se estabelecer uma relação entre cada variável em estudo com as sequelas do TCE, considerada estatisticamente significativa quando p<0,05. Resultados: Grupo 60 – A população em estudo é idosa (mediana=69,5 anos) e 48,3% têm antecedentes pessoais importantes. A maioria dos TCE foram leves (escala de Glasgow) e associados a queda. Neste grupo o tempo de internamento para “Apenas TCE” foi mais curto. O Grupo 22 é semelhante ao Grupo 60 na maioria dos parâmetros. Os doentes foram vistos em média 44,7 meses após o TCE (desvio padrão=3,2) e referiam grande variedade de alterações que atribuíam ao TCE – cefaleias (54,5%), ansiedade (50%) e alterações das FNS (54,5%). 36,4% eram alcoólicos. A análise estatística sugere que a perda de conhecimento neste grupo se relaciona negativamente com cefaleias mas não foi possível relacionar outras variáveis dependentes. Conclusões: No ano de 2006 os doentes com TCE que recorreram ao CHCB eram maioritariamente idosos, com a presença de comorbilidades e que parecem ter um maior tempo de internamento. Apresentam uma miríade de sequelas, provavelmente associadas ao TCE. As sequelas mais frequentes foram cefaleia em 54,5%, alterações das FNS – memória, raciocínio ou fala em 54,5% e ansiedade em 50%. Parece haver uma relação negativa entre a perda de conhecimento na altura do TCE e as cefaleias.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/856
Aparece nas colecções:FCS - DCM | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

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