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Título: Caracterização da complexidade da terapêutica geriátrica
Autor: Borges, Fábia Sofia Gomes
Palavras-chave: Geriatria - Farmacoterapia
Idosos - Farmacoterapia
Idosos - Adesão terapêutica
Idosos - Complexidade terapêutica
Data de Defesa: Jun-2011
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: Introdução: O aumento da esperança média de vida traduz-se num inevitável aumento da proporção de idosos e maior prevalência de doenças crónicas. A polimedicação é por isso característica na população geriátrica, o que aumenta a complexidade da terapêutica, predispondo o idoso a problemas de adesão à terapêutica e risco de interacções e reacções adversas. A complexidade terapêutica pode ser medida usando o Índice de Complexidade da Farmacoterapia (ICFT), que tem em conta a forma farmacêutica, frequência de dosagem e instruções adicionais subjacentes à toma da medicação. Outros factores relacionados com a diminuição da audição e visão, entre outros, podem também agravar a complexidade da terapêutica. Objectivo: Quantificar a complexidade da terapêutica na população idosa e identificar os principais factores de complexidade. Material e métodos: Foi realizado um estudo descritivo numa farmácia de Castelo Branco, incluindo uma amostra aleatória de 100 doentes com idade igual ou superior a 60 anos. Foi recolhida informação sobre o número e formas farmacêuticas dos medicamentos que o doente tomava, a sua posologia, principais instruções a seguir e factores de complexidade adicionais. A complexidade da terapêutica foi avaliada usando o ICFT. Resultados: Na amostra de idosos estudada o ICFT apresentou uma média de 30,56 pontos, atingindo um máximo de 67,0 pontos. A componente “instruções especiais” foi a que mais contribuiu para o ICFT (máximo de 33,0 pontos). O ICFT observado pode ainda ser superior em 95% dos doentes que apresentaram factores adicionais de complexidade, como problemas a nível visual e auditivo. Com o aumento da idade, aumenta o ICFT e a dificuldade manifestada pelos idosos em cumprir os esquemas terapêuticos instituídos, o que os predispõe a problemas de adesão à terapêutica. Conclusão: A terapêutica farmacológica nos idosos é complexa, dificultando a adesão à terapêutica e respectivos resultados. O ICFT revelou-se uma ferramenta útil na avaliação da complexidade terapêutica, permitindo uma análise global e integrada do número de medicamentos utilizados. É necessária a concertação de esforços, envolvendo o doente, cuidadores, e profissionais de saúde na revisão periódica da terapêutica dos idosos, no sentido de a simplificar e utilizar de forma mais segura e eficiente os medicamentos em geriatria.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/885
Aparece nas colecções:FCS - DCM | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

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