Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/898
Título: Brucelose: a última década no Centro Hospitalar da Cova da Beira, E.P.E.
Autor: Almeida, Tânia Maria Pinheiro de
Palavras-chave: Brucelose
Brucelose - Diagnóstico
Brucelose - Tratamento
Brucelose - Prevenção
Febre de malta
Febre mediterrânea
Serologia
Data de Defesa: Mai-2009
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: Introdução: A brucelose humana é das zoonoses mais frequentes a nível mundial (19). Em Portugal, os distritos de Guarda e Castelo Branco ocupam o quarto lugar quanto às regiões mais afectadas (7). A doença é transmitida através do contacto directo ou indirecto com animais infectados. Os principais meios de transmissão são a ingestão de alimentos não pasteurizados e o contacto ocupacional (42). Objectivos: Caracterizar a brucelose no Centro Hospitalar Cova da Beira-EPE (CHCB-EPE) quanto à população afectada, sintomatologia apresentada, diagnóstico e tratamento. Proceder à análise comparativa dos casos verificados na última década no CHCB-EPE com os registados no Instituto Nacional de Estatística (INE) e na Direcção-Geral da Saúde (DGS). Material e Método: Foram diagnosticados 55 casos de brucelose no CHCB-EPE na última década. Procedeu-se ao estudo retrospectivo dos respectivos processos clínicos, nomeadamente à análise das variáveis: idade, sexo, ano, mês, sintomatologia predominante, primeiro resultado do Teste de Wright e tratamento aplicado. Resultados: Da amostra constatou-se predominância do sexo masculino (2,4:1) com uma idade média de 43 anos. As manifestações revelaram-se inespecíficas, sendo a febre o sinal e sintoma mais frequente (53%). O envolvimento osteo-articular foi a focalização mais comum, ocorrendo em 69% dos doentes. A artralgia localizada manifestou-se mais nas crianças do que adultos, com diferenças estatisticamente significativas (FET = 0,011). Em 48% dos doentes, o primeiro Teste de Wright foi 1/320 ou 1/160. Em 9,6% o resultado revelou-se negativo. O tratamento de eleição foi a combinação de doxiciclina com rifampicina (35%). Os doentes foram hospitalizados, com a duração média de internamento de 13 dias. Conclusão: A brucelose é uma doença de declaração obrigatória não erradicada em Portugal. Quando comparados os dados deste estudo com dados disponibilizados pelo INE, é clara a extensa subnotificação da doença. Os grupos etários da amostra constituem fonte de preocupação, uma vez que 40% dos casos correspondem a crianças e idosos. Foram detectados grupos vulneráveis à infecção, designadamente alcoólicos e toxicodependentes, que podem representar um grupo subdiagnosticado. O rastreio dos familiares em coabitação é um importante passo para a erradicação da brucelose.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/898
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