Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/916
Título: Síndrome pré-menstrual : estudo de prevalência em alunas da Universidade da Beira Interior
Autor: Câmara, Débora Lara Aguiar
Palavras-chave: Síndrome pré-menstrual
Síndrome pré-menstrual - Sintomatologia
Síndrome pré-menstrual - Factores de risco
Síndrome pré-menstrual - Jovens - Prevalência
Data de Defesa: Jun-2011
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: Introdução: A Síndrome Pré-Menstrual (S.P.M.) é uma perturbação psiconeuroendócrina clinicamente mal valorizada mas com impacto nas actividades quotidianas e sociais e saúde mental das doentes que acarreta custos económicos e não monetários à mulher afectada e à sociedade em geral. De definição controversa, a prevalência também não reúne consenso geral, contudo, a maioria dos estudos defende que o valor desta última ronda os 80-90%. De facto, cerca de 95% das mulheres em idade reprodutiva experienciam sintomas pré-menstruais (75% das quais têm sinais e sintomas recidivantes), 20-40% desenvolvem algum grau de limitação física ou mental e aproximadamente 5% sofrem sintomatologia severa. O objectivo deste estudo é determinar a prevalência na população escolhida, avaliar o seu impacto nos aspectos funcional e psicológico e aferir a influência de diversos factores como idade, idade da menarca, exercício, I.M.C., alimentação, consumo de álcool, tabagismo e horas de sono sobre os sintomas relatados. Material e Métodos: Através de um processo de amostragem de conveniência/julgamento realizou-se um estudo com delineamento transversal e retrospectivo que incluiu 448 alunas da U.B.I., Portugal. Utilizou-se um questionário desenhado a partir dos critérios diagnósticos da DSM-IV para P.D.P.M. e da literatura existente sobre S.P.M. e que compreende um questionário validado em 2003 por Steiner et al.. Este foi disponibilizado on-line entre os dias 31/03/2011 e 30/04/2011 para a recolha de dados. O tratamento estatístico dos dados foi efectuado recorrendo aos programas Microsoft Excel® e SPSS Statistics 19.0® e testes estatísticos como teste do Qui-Quadrado de Pearson (χ 2), Correlação de Pearson (Pearson’s R) e Coeficiente de Contingência. Resultados: Das 448 alunas inquiridas, 258 (57,6%) sofrem de S.P.M.. Os sintomas mais relatados foram hipersensibilidade mamária (72,1%), ira/irritabilidade (67,4%), intumescimento abdominal (62,3%) e ansiedade/tensão (60,7%), sendo os menos relatados a insónia (17,1%) e a diminuição do interesse nas actividades em casa (11,7%). As variáveis que se mostraram estatisticamente relacionadas com a S.P.M. foram Idade, Exercício Físico, Tabagismo e Alimentação. Estas quatro variáveis citadas e ainda Idade da menarca, I.M.C., Horas de sono e Consumo de álcool revelaram associação estatística com diversos sintomas individualmente. Discussão: A prevalência de S.P.M. no presente estudo foi de 57,6% demonstrando ser uma patologia comum na faixa etária estudada. Factores como idade, prática de exercício físico, tabagismo e tipo de alimentação, podem ser considerados como agentes prognósticos desta síndrome. No entanto, há que ter em conta que esses factores e outros em que não foi demonstrada relação estatística significativa (tal como idade da menarca, I.M.C., horas de sono por noite e ingestão de álcool) podem influenciar diferentes sintomas de diversos modos. Portanto, os custos acarretados pela disfunção da vida social e quotidiana causada pela S.P.M. justificam um investimento no diagnóstico e tratamento desta perturbação.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/916
Aparece nas colecções:FCS - DCM | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

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