Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/922
Título: Surto-remissão : caracterização deste tipo específico de esclerose múltipla
Autor: Fernandes, Cátia Carina Pontífice
Palavras-chave: Esclerose múltipla
Esclerose múltipla - Surto-remissão
Esclerose múltipla - Critérios de McDonald
Esclerose múltipla - Imunomoduladores
Esclerose múltipla - Imunosupressores
Esclerose múltipla - Prognóstico
Data de Defesa: Mai-2009
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: A Esclerose Múltipla é uma doença desmielinizante do Sistema Nervoso Central que assume particular importância por afectar e incapacitar indivíduos jovens. Afecta em maior proporção mulheres e apresenta uma predisposição genética. A clínica apresentada é reflexo de lesões desmielinizantes encontradas na substância branca do SNC, em vários locais, daí esta ser uma patologia que apresente inúmeras formas clínicas. A forma clínica mais comum é a surto-remissão. Etiologicamente aponta-se para um fundo auto-imune e/ou infeccioso. O diagnóstico assenta nos critérios de McDonald, suportado por exames de imagem (RMN), análise do líquido cefalorraquidiano, potenciais evocados e clínica. O tratamento actualmente passa pelo uso de imunomoduladores e imunosupressores. A incapacidade clínica classifica-se através do EDSS, que varia de 0 (normalidade) até o grau máximo de 10 (morte por Esclerose Múltipla). Quanto ao prognóstico, este é mais favorável para o sexo feminino, doença com início em idade mais jovem e doença que se inicie com sintomas sensitivos e disfunções dos nervos cranianos. Neste trabalho efectuou-se um estudo retrospectivo documental numa amostra de 40 doentes com Esclerose Múltipla do tipo surto-remissão e com diagnóstico há pelo menos três anos, seguidos na Consulta de Doenças Desmielinizantes do Serviço de Neurologia do Centro Hospitalar Cova da Beira, com o objectivo de efectuar o seu estudo descritivo. Verificou-se nesta amostra que havia um predomínio de indivíduos do sexo feminino (80%); que a média da idade no diagnóstico era, no geral, 32 anos, apresentando os homens uma idade média inferior à das mulheres na amostra estudada; as formas de apresentação clínica mais comummente encontradas neste estudo foram as alterações sensitivas, seguidas de neurite óptica e alterações do tronco cerebral e cerebelo; esta amostra encontra-se actualmente com um grau de disfunção ligeira ao apresentar um EDSS médio de 1,78 e a medicação que foi prescrita no momento do diagnóstico com maior frequência nestes casos foi o interferão β (1A e 1B). Concluiu-se com este trabalho que na Esclerose Múltipla há relação entre o número de anos de evolução da doença e o estado funcional do doente; foi no entanto excluída qualquer relação entre o estado funcional dos pacientes e a sua forma de apresentação clínica no momento do diagnóstico, o seu sexo e a idade com que a doença é diagnosticada.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/922
Aparece nas colecções:FCS - DCM | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

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