Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/925
Título: Noções e dinâmica da utilização dos contraceptivos orais
Autor: Esteves, Andreia Filipa dos Santos
Palavras-chave: Contraceptivos orais
Contraceptivos orais - Utilização
Contraceptivos orais - Interrupção do tratamento
Contraceptivos orais - Compliance
Contraceptivos orais - Farmacodinâmica
Contraceptivos orais - Farmacocinética
Data de Defesa: Jun-2011
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: A pílula é uma forma eficaz no controlo da fertilidade e desde o início da sua comercialização foi sujeita a vários estudos para melhorar as suas características e aplicações. Porém, existem ainda questões por esclarecer no que se refere ao seu efeito sobre o cancro da mama, no humor, libido e a garantia da sua eficácia em mulheres obesas. As pílulas ou contraceptivos orais (CO) são, também, muito associadas a mitos cuja evidência científica provou não serem verdade: efeitos na fertilidade, no aumento de peso, necessidade de realização de pausas periódicas para “descanso do corpo”, entre outros. A manifestação dos seus efeitos secundários (reais ou associados a mitos) e outras desvantagens ao nível da administração (toma diária, de preferência sensivelmente à mesma hora do dia) leva a que os CO estejam associados a uma taxa de descontinuação elevada ou compliance inadequada e, consequentemente, ao comprometimento da sua eficácia. Dado que os conhecimentos e atitudes em relação aos CO podem nem sempre reflectir as tendências no seu uso, apesar de serem um bom indicador das percepções do público sobre este método, foram aplicados 205 questionários a uma amostra aleatória de utilizadoras de pílulas adquiridas em farmácias de uma região da Beira Interior, para estudar as noções e a dinâmica associadas à sua utilização: tipo de CO usado, troca e descontinuação do seu uso e contribuição do médico/farmacêutico para esta dinâmica. Após utilização de SPSS, verificou-se que, de uma maneira geral, existem noções correctas sobre os CO, excepto a noção relativa à alteração do desejo sexual. Verificou-se desconhecimento nalguns aspectos como a infertilidade, o risco de cancro da mama e o facto de as adolescentes fumadoras poderem usar CO. Um maior nível de escolaridade ou o uso há mais tempo de CO não garante que exista um maior conhecimento sobre CO. As mulheres entrevistadas usavam essencialmente CO de 3ª ou 4ª geração, apresentando uma elevada taxa de descontinuação devido a períodos de tempo sem necessidade de contracepção (principalmente gravidez), enquanto as trocas ocorridas se deveram principalmente a efeitos secundários. Foram verificadas outras situações de contra-indicação para uso de CO, particularmente, a sua utilização por mulheres obesas e fumadoras com mais de 35 anos. As fontes de informação principais a que recorrem as utilizadoras de CO são o próprio folheto informativo e o médico. Para além da necessidade em desmistificar outras noções sobre os CO, é essencial investigar com maior profundidade a dinâmica de utilização de CO e detectar quais os principais aspectos associados aos erros de compliance durante o uso de CO.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/925
Aparece nas colecções:FCS - DCM | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

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