Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/934
Título: Patologia cardíaca associada à tirotoxicose
Autor: Cruz, Maria Raquel Marques Rodrigues Moreira da
Palavras-chave: Tiróide
Tirotoxicose - Tratamento
Doença cardíaca - Tirotoxicose
Insuficiência cardíaca - Tirotoxicose
Cardiopatia isquémica
Derrame pericárdico
Doença de Graves
Bócio
Tiroidites
Data de Defesa: Jun-2009
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: O trabalho que se apresenta resulta de uma revisão bibliográfica acerca da patologia cardíaca associada à tirotoxicose, que pretende reunir a informação mais relevante acerca do tema. O objectivo deste trabalho é avaliar em que medida as doenças cardíacas se encontram associadas a doenças da tiróide, nomeadamente à tirotoxicose. A glândula tiroideia é um dos maiores órgãos especializados em função endócrina do corpo humano. As hormonas tiroideias contêm 59-65% de iodo. A tiróide concentra e retém iodo e sintetiza e armazena as hormonas tiroideias sobe a forma de tiroglobulina, que compensa a escassez de iodo. T3 e T4 são secretados pela glândula tiróide em resposta à TSH. A tirotoxicose é definida como a situação clínica desencadeada pelo excesso de hormonas tiroideias circulantes, sejam estas endógenas ou exógenas. As principais manifestações clínicas consistem em intolerância ao calor, palpitações, ansiedade, fadiga, perda de peso, fraqueza muscular, ciclos menstruais irregulares nas pacientes do sexo feminino, tremores, retracção palpebral, taquicardia, pele quente e húmida, diarreia As causas de tirotoxicose podem ser extremamente variadas. Existem no entanto causas mais comuns para esta doença, sendo estas a Doença de Graves, o Bócio Uni ou Multinodular Tóxico, tirotoxicose factícia e tiroidites A tiróide exerce efeitos marcados no coração e sistema cardiovascular Muitas das manifestações do hipertiroidismo são devidas a capacidade das hormonas tiroideias alterarem a hemodinâmica cardiovascular Em quase todos os casos, estas alterações cardiovasculares são reversíveis quando o distúrbio tiroideu subjacente é reconhecido e tratado Os efeitos das hormonas tiroideias no coração e vasculatura periférica incluem uma resistência vascular sistémica diminuída e aumento da frequência cardíaca em repouso, contractilidade ventricular esquerda volume sanguíneo, pressão de pulso alargada, pulso carotídeo e periférico débil, batimento cardíaco no apex hipercinético e S1 pronunciado. Em conjunto, estas alterações promovem um aumento do volume sanguíneo e da pré-carga. No hipertiroidismo, estes efeitos combinados, aumentam o débito cardíaco [3], [4], [8], [9] de 50% a 300% mais do que em indivíduos normais. O hipertiroidismo leva a hipertrofia cardíaca. Foi sugerido que o efeito de diminuição da resistência vascular periférica não ocorre na vasculatura pulmonar. A FA é a complicação cardíaca mais comum do hipertiroidismo. A FA na tirotoxicose encontra-se associada a elevada mortalidade e morbilidade resultante dos eventos embólicos. A IC é uma complicação conhecida da tirotoxicose não controlada Alguns autores sugeriram que existe mesmo uma cardiomiopatia tirotóxica, com redução da função miocárdica no estado hipertiroideu, sendo reversível após tratamento. A relação entre o hipertiroidismo e a cardiopatia isquémica é bem conhecida, embora infrequente. No estado tirotóxico, ocorrem alterações a nível circulatório, que podem tanto aumentar como diminuir a probabilidade de desenvolver ou progredir a isquémia cardíaca em qualquer paciente. O derrame pericárdico é uma complicação muito rara da tirotoxicose.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/934
Aparece nas colecções:FCS - DCM | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

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