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Título: Obesidade infantil e alterações das provas funcionais respiratórias
Autor: Leite, Joana Matos
Palavras-chave: Obesidade infantil - Aspectos respiratórios
Obesidade exógena - Função respiratória
Data de Defesa: 2009
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: A obesidade é uma doença crónica que afecta todos os grupos etários e cuja prevalência está a aumentar a uma taxa alarmante, incluindo a obesidade infantil. Esta doença multifactorial exerce vários efeitos metabólicos adversos e, apesar do seu impacto no sistema respiratório ser menos evidenciado, a literatura documenta efeitos significativos na função respiratória do adulto. No entanto, dados referentes ao impacto da obesidade infantil na função respiratória são limitados e pouco concordantes. O presente estudo teve como objectivo investigar os efeitos da obesidade infantil de causa exógena nos parâmetros das provas funcionais respiratórias (PFR). Os participantes foram recrutados durante o período de Janeiro a Março de 2009, na Consulta de Obesidade Infantil e Adolescência do Hospital Sousa Martins, na Guarda. Nenhum dos participantes tinha evidência clínica ou diagnóstica de doença cardio-respiratória. Foram estudadas 30 crianças, com idades compreendidas entre os 5 e os 16 anos e com um índice de massa corporal (IMC) médio de 26,6 kg/m2. A investigação teve dois momentos de avaliação distintos: (1) a realização de questionários, anamnese e exame objectivo durante a consulta; e (2) a realização das PFR, incluindo espirometria, pletismografia e capacidade de difusão. O grau de obesidade foi avaliado pelo IMC e pela percentagem de massa gorda corporal obtida por bioimpedância eléctrica. Verificaram-se como alterações predominantes das PFR a diminuição do fluxo expiratório forçado entre 25-75% da capacidade vital forçada e do pico máximo de fluxo expiratório, com valores inferiores ao limite inferior da normalidade em 43,3% e 40% da amostra, respectivamente. Encontraram-se correlações negativas moderadas entre o IMC e a capacidade de difusão (R=-0,401; p=0,05), e entre esta e a percentagem de massa gorda corporal (R=-0,448; p=0,05). Em conclusão, este estudo sugere uma provável relação entre a obesidade infantil e obstrução das vias aéreas, sobretudo as de pequeno calibre; assim como aponta para um impacto negativo da obesidade na capacidade de difusão, sugerindo que ocorre uma provável diminuição da área disponível para realização das trocas gasosas. Desta forma, o pedido de PFR de rotina em crianças obesas poderá ser útil para uma melhor compreensão das repercussões da obesidade na função respiratória e uma detecção precoce de alterações passíveis de tratamento.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/940
Aparece nas colecções:FCS - DCM | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

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