Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/966
Título: Caracterização da população epiléptica seguida nas consultas de neurologia do Centro Hospitalar Cova da Beira
Autor: Marques, Ana Alice Moreira Maia
Palavras-chave: Epilepsia
Epilepsia - Aspectos clínicos
Síndrome epiléptica
Fármacos antiepilépticos
Data de Defesa: Mai-2009
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: A epilepsia é uma doença crónica que se caracteriza pela ocorrência de crises paroxísticas recorrentes, associadas a descargas anormais, excessivas, hipersincrónicas e transitórias de um agregado de células neuronais do Sistemas Nervoso Central. Raramente as crises podem tornar-se contínuas e originar o “estado de mal epiléptico”. O controle e a remissão das crises ocorre na maioria dos pacientes epilépticos. Esta patologia corresponde a um dos distúrbios neurológicos mais comuns, afectando, em Portugal, cerca de 40.000 a 70.000 pessoas. Este trabalho tem como objectivo analisar o perfil epidemiológico e clínico da população epiléptica referenciada ao Centro Hospitalar Cova da Beira e permitir quer a determinação do peso que a referida patologia acarreta para a saúde global, quer o estabelecimento de recomendações futuras para os profissionais de saúde que acompanham os doentes em questão. Para tal, foi efectuado um estudo retrospectivo, que consistiu na análise de 122 processos clínicos de doentes com o diagnóstico de epilepsia, seguidos nas diversas consultas de neurologia do Centro Hospitalar Cova da Beira, durante o ano de 2008. Foi possível verificar que a maioria dos resultados encontrados se encontravam em concordância com os apresentados pela literatura vigente, nomeadamente: o género mais acometido, os síndromes mais frequentes, a idade média da primeira crise e as etiologias mais comuns associadas ao desenvolvimento de epilepsia sintomática, bem como a percentagem de pacientes com alterações ao exame neurológico, com oligofrenia concomitante e com estado de mal epiléptico descrito. O mesmo não se verificou, no entanto, em relação ao padrão habitual de maior frequência de epilepsia nos extremos das faixas etárias, à determinação das crises tónico-clónicas aparentemente generalizadas como o tipo de crise mais comum e à existência de baixa percentagem de doentes controlados, comparativamente com dados fornecidos por outros estudos. Tais discrepâncias foram comparadas e discutidas com dados da literatura pertinente. Relativamente à terapêutica instítuida constatou-se que o regime recomendado de monoterapia era o mais frequente e que os fármacos mais prescritos se encontravam em concordância com o proposto para os tipos de crises mais frequentes. Como recomendações futuras sugere-se que a decisão de implementação do tratamento com fármacos antiepilépticos se faça de modo individualizado e que as causas para o insucesso de dado esquema terapêutico sejam correctamente avaliadas, evitando a atribuição errónea de doença refractária.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/966
Aparece nas colecções:FCS - DCM | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

Ficheiros deste registo:
Ficheiro Descrição TamanhoFormato 
Tese-Caracterização da população epiléptica.pdf159,66 kBAdobe PDFVer/Abrir


FacebookTwitterDeliciousLinkedInDiggGoogle BookmarksMySpace
Formato BibTex MendeleyEndnote Degois 

Todos os registos no repositório estão protegidos por leis de copyright, com todos os direitos reservados.