Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/968
Título: Análise de medicamentos perigosos vendidos em Portugal : a controvérsia da nimesulida
Autor: Mangas, Jónatas Miguel Borralho
Palavras-chave: Nimesulida
Nimesulida - Farmacocinética
Nimesulida - Farmacologia
Nimesulida - Indicação terapêutica
Nimesulida - Reacções adversas - Avaliação do risco
Data de Defesa: Out-2011
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: A nimesulida é um AINE que inibe preferencialmente a COX-2. Este fármaco está indicado como segunda linha no tratamento da dor aguda e dismenorreia primária. Desde o início da sua comercialização, a nimesulida tem estado envolvida numa grande controvérsia, nomeadamente o aparecimento de casos de hepatite graves em consumidores deste fármaco, levando mesmo à morte em algumas situações; estes casos tiveram como consequência uma revisão dos efeitos adversos deste princípio activo por parte da EMEA. Este anti-inflamatório já foi retirado do mercado em alguns países Europeus, como por exemplo a Finlândia e a Espanha, enquanto noutros, incluindo Portugal, é ainda comercializado. O objectivo do trabalho é Conhecer o perfil de consumo da nimesulida na população portuguesa residente na região centro de Portugal. Para tal foi efectuada a distribuição de um questionário a utentes das farmácias comunitárias nacionais que consumam nimesulida. Foram analisados vários parâmetros, como a posologia, frequência e motivo da toma, por quem lhe tinha sido indicada, efeitos adversos e possíveis interacções com outros fármacos ou substâncias. Para análise destes dados foi utilizado o software Excell 2007. Deste estudo destacam-se os principais resultados, nomeadamente que a maioria dos utentes consumiu nimesulida para o alívio da dor de cabeça e 35% dos consumidores iniciou o tratamento com este anti-inflamatório por iniciativa própria e sem receita médica. Verificou-se que 18% dos inquiridos não respeitaram a posologia da nimesulida recomendada pelo INFARMED e pela EMEA e 9% tomaram este anti-inflamatório por mais de 15 dias, o que se traduz num aumento da probabilidade de toxicidade hepática em ambas as situações. Além disso, 10% afirmaram tomar este fármaco concomitantemente com paracetamol, interacção esta que pode incrementar maior risco de danos hepáticos. Registaram-se ainda dois casos de problemas hepáticos. Perante estes resultados pode constatar-se que uma percentagem significativa da população portuguesa consumidora de nimesulida não está ciente do perigo inerente ao uso irracional deste fármaco nem das restrições que advêm do seu consumo fármaco.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/968
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