Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/981
Título: Métodos não-cirúrgicos de contacepção masculina : progressos e perspectivas
Autor: Morrão, Bruno Miguel Morgado
Palavras-chave: Contracepção masculina
Contracepção masculina - Espermatogénese
Contracepção masculina - Espermiogénese
Contracepção masculina - Espermatozóide
Contracepção masculina - Células de Sertoli
Contracepção masculina - Hormonas
Contracepção masculina - Testículo
Data de Defesa: Jun-2011
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: Desde sempre que a responsabilidade na contracepção e planeamento familiar tem recaído no elemento feminino do casal. No entanto, a partilha de responsabilidades no seio do casal é cada vez mais equitativa, e o homem desempenha nos dias de hoje um papel activo no controlo da natalidade. É deste modo de fundamental importância encontrar alternativas para os métodos contraceptivos masculinos existentes. Um estudo de 2005 revelou que cerca de 60 % dos homens na Alemanha, Espanha, Brasil e México desejam usar um novo método contraceptivo masculino e, um outro realizado na Inglaterra demonstrou que 80% dos homens colocam uma hipotética pílula masculina no topo das suas preferências no que concerne à contracepção. Nos últimos dez anos, têm surgido numerosos estudos de investigação na tentativa de compreender a fisiologia da espermatogénese, bem como alguns trabalhos epidemiológicos, cujo objectivo é encontrar métodos eficazes que permitam anular a formação do espermatozóide, e atingir a contracepção desejada de forma eficaz, reversível e segura. Com recurso a livros de texto de referência na área da biologia celular e da biologia e fisiologia da reprodução, assim como em artigos de revistas científicas da especialidade, a presente monografia sintetiza a informação existente sobre os últimos avanços no campo da contracepção masculina. Fornece uma base para a compreensão de todo o processo que leva a formação do espermatozóide e enfatiza as investigações mais promissoras ao nível dos locais de possível intervenção no processo. Nas espermatogónias a presença do factor neutrofílico derivado de uma linha da célula da glia é crucial na proliferação mitótica, e a sua descoberta ao nível do testículo humano vem trazer perspectivas interessantes para o desenvolvimento de um método que permita bloquear numa etapa muito precoce o processo de espermatogénese. No que toca às células de Sertoli as junções de oclusão são de particular interesse pois em conjunto formam a barreira hematotesticular, a zona que protege as células germinativas de qualquer agressão externa e interna. Os análogos da Lonidamina e o péptido de ocludina permitem quebrar essa barreira. Ao nível de actuação no epidímio a proteína eppin parece ser a mais promissora, dada a sua extrema importância na manutenção da fertilidade. No espermatozóide as possibilidades existentes vão de encontro às alterações estruturais do mesmo. A Planta Ruta Graveolens liofilizada e o Reversible Inhibition of Sperm Under Guidance permitem, respectivamente, alterar a mobilidade e desintegrar o espermatozóide. Na ejaculação, pode-se intervir ao nível da contractilidade do músculo liso das estruturas envolvidas no transporte e emissão do espermatozóide. A tansolusina afecta esse sistema levando a disfunções ejaculatórias. A nível hormonal existem estudos promissores com a combinação Dianogest com Decanoato de Testosterona, e a molécula (S)-N-(4-ciaano-3-trifluorometil-phenil)-3-(3-fluoro,4-clorofeenoxi)-2-hidroxi-2-metilpropanamida (que revelam eficácia, reversibilidade e poucos efeitos adversos) nos mamíferos. Comenta de igual forma os trabalhos epidemiológicos mais recentes na área da contracepção masculina. São apresentados os trabalhos existentes que demonstram a aplicabilidade prática das combinações de etonogestrel com Undecanoato de Testosterona e testosterona com acetato de medroxiprogesterona, e a utilização isolada de 7α-Methyl-19-Nortestosterona. Apesar de todos eles terem aspectos positivos e negativos, o estudo feito com a combinação de testosterona com acetato de medroxiprogesterona é o mais promissor pois revela reprodutibilidade (foi testada a capacidade de fertilização por parte do homem), eficácia (índice de falha entre 0-8%) e reversibilidade (contagens de espermatozóides acima dos 20 milhões/ml). No fim concluímos que apesar do avanço no conhecimento da espermatogénese e identificação de possíveis alvos de actuação para alcançar a contracepção masculina, muito mais há a fazer para atingir um método contraceptivo reversível, eficaz e seguro.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/981
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