Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/992
Título: Estudo de efectividade do Palivizumab
Autor: Mira, Joana de Castela e
Palavras-chave: Virus sincicial respiratório - Bronquiolites
Virus sincicial respiratório - Factores de risco
Virus sincicial respiratório - Terapêutica
Virus sincicial respiratório - Prevenção do risco
Virus sincicial respiratório - Anticorpos monoclonais - Palivizumab
Data de Defesa: Out-2011
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o agente mais frequente das infecções respiratórias baixas nos primeiros dois anos de vida, sendo responsável por 50-90% dos episódios de bronquiolite nessa faixa etária. Embora a maioria dos casos tenha uma evolução relativamente benigna, surgem com alguma frequência manifestações e complicações associadas ao VSR. A ausência de consenso sobre a maioria das terapêuticas de suporte e antiviricas e a controvérsia sobre a sua efectividade levou à busca de estratégias de prevenção dirigidas especificamente à infecção pelo VSR. A introdução no arsenal medicamentoso, há cerca de uma década, do anticorpo monoclonal humanizado anti-VSR – palivizumab, veio trazer uma nova oportunidade de abordagem desta situação. No entanto, pela possibilidade de aplicação de barreiras físicas de prevenção da transmissão pessoa a pessoa, bem como pelos elevados custos da utilização de palivizumab, vários autores têm questionado ao longo doa anos, não só a eficácia, mas sobretudo a relação custo-eficácia desta profilaxia. Vários estudos definiram grupos restrito de maior risco para complicações e necessidade de internamento, nos quais se poderia obter maior custo-benefício da referida profilaxia. Em Portugal, primeiro alguns Hospitais de Apoio Perinatal Diferenciado, e mais tarde, a Secção de Neonatologia da Sociedade Portuguesa de Pediatria (SNN-SPP), estabeleceram práticas mais restritivas que as indicadas pelo fabricante, limitando o seu uso à extrema prematuridade e/ou a prematuros com doença pulmonar crónica da prematuridade. Os custos da profilaxia têm sido suportados integralmente pelo SNS. O objectivo deste trabalho tentar estimar a efectividade da profilaxia com palivizumab em crianças ex-prematuras nascidas na maternidade do Hospital de Dona Estefânia no triénio 2006-2008 e seleccionadas segundo as recomendações da SNN-SPP. O instrumento de investigação utilizado foi um questionário, com perguntas fechadas, aplicado aos pais ou tutores das crianças seleccionadas segundo os critérios. Da amostra de 146 doentes no HDE, 9,6% das crianças foram alvo de profilaxia. Em termos gerais, nos doentes sob profilaxia, não só ocorreu uma menor proporção relativa de episódios de bronquiolite, como não ocorreram reinternamentos por essa patologia. Ao contrário, nos doentes não sujeitos a profilaxia não só ocorreu uma maior taxa de bronquiolites, como de internamentos. De facto, a taxa global de doentes com bronquiolite foi de 24,6%, mas 26,5% das crianças a que não foi administrado palizivumab desenvolveram bronquiolite contra apenas 7,1% das sujeitas a essa profilaxia. Esse facto foi também evidente entre os grupos com co-morbilidades. Concluiu-se que este estudo desenvolvido não permitiu demonstrar retrospectivamente uma estimativa de efectividade favorável à administração de Palivizumab segundo recomendações da SNN-SPP.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/992
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