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Título: Morfeia na Beira Interior : uma manifestação de borreliose de Lyme?
Autor: Proença, Maria Margarida Ribeiro
Palavras-chave: Morfeia
Borreliose de Lyme
Borreliose de Lyme - Borrelia burgdorferi
Borreliose de Lyme - Epidemiologia
Esclerodermia
Data de Defesa: Jun-2009
Editora: Universidade da Beira Interior
Resumo: Introdução: A borreliose de Lyme é uma doença infecciosa multissistémica que se assume como emergente em Portugal. A apresentação atípica no nosso país, provavelmente associada à infecção por Borrelia lusitaniae, tem dificultado o diagnóstico correcto desta espiroquetose. Justifica-se, pelo motivo enunciado, um maior nível de suspeição perante manifestações inespecíficas da doença. A morfeia é uma dermatose cuja associação com a infecção por Borrelia burgdorferi sensu lato tem sido alvo de investigação sistemática, mas não está ainda esclarecida. O objectivo do presente trabalho consiste na determinação da possibilidade de uma correlação entre a morfeia e a borreliose de Lyme na região da Guarda. Métodos: Este estudo observacional descritivo foi realizado com o intuito de avaliar retrospectivamente uma amostra de dez doentes com morfeia seguidos no Serviço de Dermatologia da Unidade Local de Saúde da Guarda. Os dados necessários foram obtidos mediante revisão dos processos clínicos e entrevista dos doentes. Foi efectuada uma análise estatística descritiva através do cálculo de medidas como frequências, percentagens e médias. Resultados e Discussão: Os dez doentes da amostra estudada eram naturais e residentes no distrito da Guarda, região em que a presença de Ixodes ricinus já foi referida e onde foram detectados alguns casos seropositivos para borreliose de Lyme. O enquadramento epidemiológico efectuado permitiu verificar que a localização das habitações e respectivas características, o contacto com animais e as ocupações profissionais e recreativas condicionam a exposição dos doentes a ambientes propícios à mordedura de carraça, ainda que a mesma tenha sido assinalada em apenas dois casos. Relativamente à informação clínica, constatou-se, nalguns doentes, a existência de sintomatologia acompanhante das lesões de morfeia, sugerindo a possível associação destas a outras manifestações eventualmente relacionadas com a referida espiroquetose. Não foram encontrados antecedentes de sinais clínicos específicos de borreliose de Lyme ou de outras patologias causadas por mordedura de carraça. Testes serológicos de rastreio foram os únicos exames complementares de diagnóstico solicitados para avaliação da possível infecção por Borrelia burgdorferi sensu lato nestes doentes. Conclusões: A verificação da exposição dos doentes a factores de risco para mordedura de carraça e as informações clínicas obtidas permitem confirmar a necessidade de investigar de forma sistemática, por métodos complementares de diagnóstico adequados que deverão ir para além dos testes de rastreio, a origem borreliana da esclerodermia circunscrita.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/995
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