Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.6/5103
Título: Ablação simpática renal no tratamento da hipertensão arterial resistente: futuras aplicações e implicações
Autor: Saraiva, Ana Filipa Marques
Orientador: Tjeng, Ricardo
Palavras-chave: Ablação Simpática Renal
Aderência
Cateter
Hipertensão Arterial Resistente
Sistema Nervoso Simpático
Data de Defesa: 22-Jun-2015
Resumo: Introdução: A hipertensão arterial é umas das doenças mais prevalentes a nível mundial, com aproximadamente 1 bilião de pessoas acometidas e um aumento expectável para 1.5 biliões até 2025. Apesar do avanço no seu tratamento, uma proporção de pacientes permanecem resistentes à terapêutica convencional e sem um controlo adequado, podendo isso afectar adversamente os futuros eventos cardiovasculares e mortalidade. Este crescimento alarmante já se traduz num importante problema de saúde pública e num dos maiores encargos económicos da saúde, sendo necessárias novas abordagens e elaboração de diferentes estratégias para o seu combate. Objectivos: Esta revisão incidirá na definição da hipertensão arterial resistente e sua etiologia, assim como nas evidências contemporâneas que apoiam a utilidade da ablação simpática renal abordando concomitantemente os dispositivos actuais e emergentes, as potenciais indicações de tratamento no futuro e questões não resolvidas que precisam de ser abordadas antes desta técnica poder ser adoptada não apenas como último recurso exclusivo da hipertensão arterial resistente. Para finalizar será proposto um algoritmo de avaliação dos pacientes com possível hipertensão arterial resistente que deverá estar na base da decisão de implementação da ablação simpática renal. Resultados: A ablação simpática renal é uma das técnicas que possivelmente poderá ter implicações futuras na população com hipertensão arterial, nomeadamente naqueles com hipertensão arterial resistente verdadeira. Esta tem como objectivo reduzir a activação simpática renal (um dos factores na fisiopatologia da hipertensão arterial) através da destruição dos nervos simpáticos renais localizados na adventícia das artérias renais. Existem vários cateteres utilizados, cada um com as suas especificações e consequentemente com vantagens e desvantagens próprias, sendo que a sua selecção deve ser feita individualmente consoante o perfil do paciente. É no entanto de extrema importância uma avaliação pré-procedimento minuciosa de modo a excluir a grande percentagem de indivíduos com hipertensão arterial não controlada decorrente de vários factores que impossibilitam o seu controlo, mas que são passíveis de ser corrigidos e como tal devem ser primeiramente excluídos. Conclusão: Vários estudos têm demonstrado a eficácia e segurança desta técnica tanto na hipertensão arterial resistente como noutras co-morbilidades. No entanto, não existe nenhum marcador que avalie a sua eficácia, nem preditores robustos duma resposta mais acentuada em determinados pacientes. Adicionalmente existem vários factores que parecem influenciar diversos parâmetros relacionados com esta técnica, sendo portanto necessários mais estudos para consolidar os dados positivos já existentes relativos à ablação simpática renal.
Introduction: Hypertension is one of the most prevalent diseases in the world, with about 1 billion people affected and a possible increase to 1.5 billion by 2025. Despite advances in treatment, a proportion of patients remain resistant to conventional treatment and uncontrolled, and this can adversely affect future cardiovascular events and mortality. This alarming growth is already reflected in an important public health problem and one of the largest economic burdens of health, requiring new approaches and development of different strategies to fight it. Objectives: This review will focus on the definition of resistant hypertension and its etiology, as well as in contemporary evidence supporting the usefulness of renal sympathetic denervation while addressing current and emerging devices, potential treatment indications in the future and unresolved issues that need to be addressed before renal sympathetic denervation can be adopted not only as a last resort exclusively for resistant hypertension. Finally it will be proposed an evaluation algorithm for patients with resistant hypertension which should be implemented before the execution of this technique. Results: Renal sympathetic denervation is a technique that possibly could have future implications in the population with hypertension, especially those with true resistant hypertension. This technique aims to reduce the renal sympathetic activation (a component in the pathophysiology of hypertension) through the destruction of the renal sympathetic nerves located in the adventitia of the renal arteries. There are several catheters that can be used, each with its specifications and therefore their selection should be made individually depending on the profile of the patient. It is however extremely important a detailed pre-procedure evaluation to exclude the large percentage of individuals with uncontrolled hypertension due to several factors that make it impossible to control blood pressure, but are likely to be corrected and as such should be treated first. Conclusion: Several studies have demonstrated the efficacy and safety both in resistant hypertension as in other co-morbidities. However, there is no marker to evaluate the effectiveness of this technique, neither a robust predictor of a stronger response in certain patients. Additionally there are several factors that seem to influence various parameters related to this technique. Therefore there is a need for additional studies to consolidate the positive data existing on the renal sympathetic denervation.
URI: http://hdl.handle.net/10400.6/5103
Designação: Mestrado Integrado em Medicina
Aparece nas colecções:FCS - DCM | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento

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