FE - DCA | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento
URI permanente para esta coleção:
Navegar
Percorrer FE - DCA | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento por orientador "Almeida, Vasco Miguel Nina de"
A mostrar 1 - 2 de 2
Resultados por página
Opções de ordenação
- Fisiologia de Voo: Efeitos da Altitude na Pressão Intraocular e nas Estruturas Peripapilares - Estudo com Tomografia de Coerência Ótica e Técnicas de Análise DigitalPublication . Marques, Miguel Santiago; Almeida, Vasco Miguel Nina de; Ribeiro, João Manuel da Costa; Silva, Jorge Miguel dos Reis; Soares, Ivo Miguel da Fonseca GravitoNa aviação, os voos comerciais atingem habitualmente tetos máximos próximos dos 12km de altitude. A estas altitudes, a atmosfera terrestre apresenta condições extremamente adversas e incompatíveis com a vida humana, motivo pelo qual os aviões estão equipados com sistemas de pressurização que mantêm a altitude de cabine a níveis inferiores. Ainda assim, o ambiente de pressão sentido pela tripulação e passageiros encontra-se normalmente entre os limites de 1800 e 2100m de altitude equivalente. Neste contexto, o presente trabalho procurou responder a uma questão central: verificar se a subida em altitude pode induzir alterações fisiológicas ao nível ocular, com especial enfoque nas camadas retinianas da região peripapilar junto à cabeça do nervo ótico. Pretendeu-se obter resultados em ambiente de montanha que pudessem ser extrapolados para a aviação. Para tal, foi delineado e seguido um plano experimental com 30 participantes voluntários, alunos da Universidade da Beira Interior, com idades compreendidas entre os 18 e os 25 anos. Estes foram submetidos a medições oculares em duas condições ambientais distintas, ao longo de três semanas consecutivas: em ambiente basal, nas instalações da universidade a 700m de altitude (1.ª e 3.ª semana), e em altitude, na Torre da Serra da Estrela a 1993m (2.ª semana), valor que se encontra dentro da faixa de altitude de pressão de cabine referida. As medições incluíram pressão intraocular (PIO), saturação periférica de oxigénio, frequência cardíaca, densidade vascular e volume das camadas retinianas na região peripapilar. Para tal, foram utilizados um aparelho de tomografia de coerência ótica, um tonómetro de sopro e um oxímetro digital, sendo todas as medições realizadas por um especialista. Os dados obtidos foram posteriormente analisados com recurso a algoritmos desenvolvidos especificamente para este estudo, garantindo maior rigor na comparação entre os diferentes dias experimentais. A análise estatística foi conduzida em linguagem Python, aplicando métodos paramétricos ou não paramétricos conforme a normalidade dos dados. Os resultados obtidos confirmaram a hipótese de que a subida em altitude induz alterações fisiológicas oculares. Observaram-se diferenças significativas em todos os parâmetros avaliados. A pressão intraocular (PIO) diminuiu após quatro horas de permanência em altitude, tendo sido registadas de igual forma diminuições na frequência cardíaca e na saturação periférica de oxigénio. A densidade vascular apresentou variações significativas na zona superior e na máscara total da camada profunda da retina, bem como na máscara total considerando a totalidade das camadas em estudo. Por fim, o volume retiniano mostrou alterações nas regiões nasais tanto na camada superficial como total.
- Fisiologia de Voo: Efeitos da Exposição à Altitude na Mácula e na Pressão IntraocularPublication . Rebelo, Inês Cabral de Medeiros; Almeida, Vasco Miguel Nina de; Ribeiro, João Manuel da Costa; Silva, Jorge Miguel dos Reis; Soares, Ivo Miguel da Fonseca GravitoA exposição humana a altitudes elevadas, como as encontradas em voos comerciais ou em ambientes montanhosos, induz alterações fisiológicas que podem afetar diversos sistemas do organismo, incluindo o sistema visual. A retina, por ser altamente dependente de uma boa oxigenação, é particularmente vulnerável às variações de pressão atmosférica e de oxigénio que ocorrem com a altitude. Esta dissertação apresenta um estudo pioneiro em território nacional que visa investigar os efeitos da altitude na mácula e na pressão intraocular, com especial enfoque nas alterações estruturais e vasculares da retina. O trabalho foi desenvolvido com base em medições realizadas em três momentos distintos: duas fases em baixa altitude (Universidade da Beira Interior, 700 metros) e uma fase em altitude elevada (Serra da Estrela, 1993 metros), considerada representativa das condições encontradas em cabines de aeronaves comerciais. Foram utilizados equipamentos especializados, como o tomógrafo de coerência ótica (OCT) e o tonómetro de sopro, para recolha de dados estruturais e funcionais da retina, bem como medições de saturação de oxigénio e frequência cardíaca. Para garantir rigor analítico, foram desenvolvidos algoritmos próprios em MATLAB para o cálculo da densidade vascular e do volume retiniano, superando limitações dos softwares nativos dos equipamentos. A análise estatística foi conduzida com base em testes de normalidade, tendo sido aplicados métodos paramétricos ou não paramétricos conforme a distribuição dos dados. Os resultados revelaram alterações significativas em parâmetros específicos, como a densidade vascular na zona nasal da camada profunda da retina e o volume na zona central da mesma camada, sugerindo que a exposição à altitude pode induzir modificações fisiológicas na retina. A pressão intraocular também apresentou variações significativas em determinados horários, reforçando a necessidade de compreender melhor os efeitos da altitude na saúde ocular. Este estudo contribui para o aprofundamento do conhecimento sobre a resposta da retina às condições de altitude, com implicações relevantes para a medicina aeronáutica, oftalmologia preventiva e segurança em ambientes de elevada altitude.
