Percorrer por autor "Alves, Cristiano Emanuel Nunes"
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- Análise da Terapêutica de Antipsicóticos no Centro Hospitalar Universitário Cova da BeiraPublication . Alves, Cristiano Emanuel Nunes; Alba, Maria Eugénia Gallardo; Fontes, Maria Silvina SalvadoO presente relatório divide-se em dois capítulos que pretendem descrever o trabalho de investigação desenvolvido no Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira, sob a orientação da Professora Doutora Eugenia Gallardo e coorientação da Dr.ª Silvina Fontes, assim como o relatório descritivo da experiência profissionalizante na Farmácia Moderna, sob a orientação da Dr.ª Maria Octávia Vaz. O Capítulo I enquadra todo o processo inerente à vertente de investigação. A esquizofrenia e a perturbação bipolar são consideradas das patologias do foro mental relacionadas a um maior estigma e incompreensão, tendo como consequência uma elevada taxa de suicídio. Relativamente à terapia farmacológica, conforme o último informe da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P. entre 2000 e 2012 ocorreu um aumento do consumo de psicofármacos, expresso através das Dose Diária Definida por 1000 habitantes dia, em todos os subgrupos, mas mais evidente nos antidepressivos (+240%) e antipsicóticos (+171%). A presente investigação tem como objetivo, com o recurso a questionários, recolher dados de utentes do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira que se encontram em tratamento com antipsicóticos, com o intuito de estudar quais os fármacos que tomam, que patologia apresentam, possíveis reações adversas e interações farmacológicas. Trata-se de um estudo descritivo aplicado a 36 indivíduos, com idades compreendidas entre os 18 e os 80 anos, à qual foi aplicado uma estatística descritiva e inferencial. Resultante da estatística, verificou-se que para o controlo da patologia, a maioria da amostra conta com antipsicóticos da primeira geração (88,89%), sendo o mais comum neste grupo o haloperidol (71,88%), seguido de antipsicóticos de segunda geração (52,78%), sendo o mais usado a olanzapina (47,37%), estando também presentes outras classes farmacológicas como benzodiazepinas (30,56%), anticolinérgicos (19,44%), anticonvulsivantes (13,89%), bloqueadores beta (13,89%), antidepressivos (8,33%) e estabilizadores de humor (2,78%). Verificou-se que 97,22% da amostra referiu sentir pelo menos um dos sintomas característicos dos antipsicóticos, sendo os principais a “boca seca” (74,29%), “sedação/sonolência” (60,00%) e o “aumento de peso” (57,14%). Foram ainda verificadas associações entre a toma de alguns antipsicóticos e o aparecimento de efeitos secundários. A nível de reações adversas características de possível interação farmacológica, 63,89% referiu sentir pelo menos uma destas, sendo as mais comuns a “fraqueza ou desinteresse para realizar tarefas” (65,22%), “sedação/sonolência” (60,00%) e “dificuldade em realizar tarefas” (47,83%). Com esta investigação, conclui-se que a maioria dos utentes ainda se encontram a tomar antipsicóticos de primeira geração, apresentando reações adversas características destes, não havendo, porém, relevante associação estatisticamente significativa relativamente aos efeitos secundários. No Capítulo II encontram-se descritas as atividades realizadas no âmbito do estágio curricular em Farmácia Comunitária, na Farmácia Moderna, na vila do Tortosendo – Covilhã, entre 21 de janeiro e 31 de maio. Conta com relato das atividades desenvolvidas, descrevendo o funcionamento da farmácia comunitária, as funções e responsabilidades inerentes à prática farmacêutica. Este período permitiu a aplicação dos conhecimentos adquiridos, aliando o contacto com o utente e as suas necessidades, contribuindo para o colmatar da formação base essencial para um futuro farmacêutico.
