Percorrer por autor "Carvalho, Ana Sofia Bodas de"
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- Perturbação do espectro do autismo: conhecimentos e preocupações dos médicos de família e professoresPublication . Carvalho, Ana Sofia Bodas de; Jorge, Arminda Maria Miguel; Santos, ConstançaIntrodução: A Perturbação do Espectro do Autismo é uma doença do neuro-desenvolvimento marcada por défices na socialização, linguagem e comportamento. Os dois pilares do seu diagnóstico são défices persistentes na comunicação social em múltiplos contextos e padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Atualmente estima-se que afete 1 em cada 100 crianças e a sua prevalência continua a aumentar. O conceito «espectro» reflete a variabilidade na expressão da patologia. Os sinais e sintomas da Perturbação do Espectro do Autismo manifestam-se muito precocemente, podendo ser evidentes entre os 0 e 3 anos. Um diagnóstico célere é fundamental para uma intervenção precoce e acompanhamento adequado da criança, que se traduz substancialmente num melhor prognóstico. Os médicos de família, professores de 1º ciclo do ensino básico e educadores de infância, por contatarem com as crianças nos seus primeiros anos de vida, possuem um papel preponderante na deteção precoce de perturbações do desenvolvimento. Por conseguinte, a consciencialização destes profissionais em relação à Perturbação do Espectro do Autismo revela-se chave no diagnóstico e intervenção precoces. Objetivo: Averiguar o conhecimento dos médicos de família, professores de 1º ciclo do ensino básico e educadores de infância em relação à Perturbação do Espectro do Autismo, nomeadamente identificação de sinais de alarme, etiologia, diagnóstico, intervenção precoce e prognóstico. Caraterizar a necessidade de mais formações nesta área dirigidas às profissões privilegiadas supra referidas, de maneira a garantir as condições para um acompanhamento destas crianças o mais precocemente e adequado possível. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, quantitativo, com a aplicação de um questionário a uma amostra de conveniência de médicos de família, professores do 1º ciclo do ensino básico e educadores de infância, da Cova da Beira. Resultados: Responderam ao questionário 95 profissionais com taxa de resposta global de 60,5%, nomeadamente de 67,9% entre professores de 1º ciclo do ensino básico, 56,8% entre educadores de infância e 47,2% entre médicos de medicina geral e familiar. Os principais sinais de alarme para PEA são identificados, ao contrário dos menos frequentes. Pouco menos de metade dos inquiridos aponta para o aparecimento das manifestações de PEA após os 3 anos. Não se observa influência da profissão nas respostas obtidas. Cerca de 80% dos inquiridos não sente facilidade na identificação de sinais de alarme nem no acompanhamento de crianças com PEA e admitem que beneficiariam de formações na área. Conclusão: Apesar de a maioria dos inquiridos conhecer os principais sinais de alarme mostra ainda algumas falhas no conhecimento sobre PEA. Não se sentem à vontade na identificação de sinais de alarme e acompanhamento destas crianças. Paralelamente, sentem que são uma profissão privilegiada e que beneficiariam de formação específica na área. Conclui-se existir uma necessidade não só de investir na formação académica de futuros profissionais, como de criar estratégias para contornar as lacunas presentes nos profissionais já formados.
