Browsing by Author "Chesanovska, Khrystyna"
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- Consulta Aberta Hospitalar de Hipertensão ArterialPublication . Chesanovska, Khrystyna; Rodrigues, Manuel de Carvalho; Sousa, Miguel Castelo Branco Craveiro deIntrodução: A Hipertensão arterial(HTA) constitui o fator de risco mais importante para doenças cardiovasculares, sendo líder, entre outros, para a mortalidade verificada à nível mundial. Para um controlo eficaz da HTA, é necessário um seguimento contínuo do doente, constituindo a Consulta Aberta de HTA uma tentativa de facilitar o acesso à ajuda médica, melhor orientar e no final conseguir impacto positivo nos doentes com hipertensão. Objetivos: Avaliar o impacto da implementação da Consulta Aberta de HTA, a curto prazo, no controlo da hipertensão arterial e fatores de risco modificáveis. Material e métodos: Trata-se de um estudo de investigação retrospetivo, baseado na recolha de dados dos processos clínicos dos doentes seguidos na Consulta Aberta de HTA, durante o período de junho de 2020 a dezembro de 2021 (num total de 181 doentes). O impacto das consultas foi avaliado com base em seis parâmetros, comparando os valores entre a primeira e a última consulta: pressão arterial sistólica (PAS), pressão arterial diastólica (PAD), índice de massa corporal (IMC), perímetro abdominal, tabagismo (por Nº de cigarros/dia), consumo de álcool por questionário AUDIT-C (Alcohol Use Disorders Identification Test-Concise). Resultados: A maior parte dos doentes pertencia ao sexo masculino (54,1%), sendo a média de idade da amostra de 61,5 anos. Entre os fatores de risco mais prevalentes, incluemse o perímetro abdominal aumentado e muito aumentado (86,7%), a que se segue o IMC >25 kg/m2 (74,6%). Ao avaliar o impacto entre a primeira e última consulta, constatou-se a seguinte redução dos valores médios: a PAS passou de 148,9 mmHg para 128,3 mmHg (p<0.001); a PAD, de 83,3 mmHg para 72,2 mmHg (p<0.001); o IMC, de 28,6 kg/m2 para 28,3 kg/m2 ; o perímetro abdominal, de 98,0 cm para 97,4 cm (p<0.001); o número de cigarros por dia, de 10,0 para 7,4 (p<0.001); score médio da escala AUDIT-C, de 2,6 valores para 2,3 valores (p<0.001) nos doentes que consomem bebidas alcoólicas e de 8,88 valores para 6,38 nos consumidores de risco (p=0.033). Nos doentes previamente medicados (N=118), a taxa de controlo de HTA aumentou de 23,7% na 1ª consulta para 73,7% na última consulta. O risco de HTA não-controlada após as consultas, revelou ser cerca de 4 vezes superior nos doentes com Diabetes Mellitus [OR: 4,06; (IC95%: 1,69-9,76); p = 0,002], enquanto por cada unidade de IMC, o risco de ter HTA não-controlada aumentava em 9% [OR: 1,09; (IC95%: 1,01-1,18); p = 0,036]. Conclusão: Com os resultados obtidos, podemos concluir que a Consulta Aberta de HTA conseguiu ter um impacto positivo sobre o controlo da hipertensão arterial e nos fatores de risco modificáveis. Salienta-se ainda a necessidade de uma vigilância apertada dos doentes com DM e obesidade, sendo estes os que apresentam maior risco de HTA não-controlada após as consultas.
