Percorrer por autor "Costa, Ana Meritxell Lemos da"
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- Perceção da Qualidade de Vida numa amostra de pessoas diagnosticadas com Diabetes MellitusPublication . Costa, Ana Meritxell Lemos da; Carvalho, Paula Susana Loureiro Saraiva deObjetivo: A presente dissertação insere-se no âmbito do Projeto CRON/PFT 2014, que pretende contribuir para o desenvolvimento de conhecimento científico capaz de basilar estratégias de intervenção na doença, através do estudo da doença crónica e saúde mental. Nesta linha de investigação, este trabalho preconizou, enquanto objetivo geral, avaliar a qualidade de vida numa amostra de pessoas diagnosticadas com Diabetes Mellitus (DM), em seguimento nas consultas de diabetologia do Centro Hospitalar Cova da Beira, E.P.E. e do Centro de Saúde da Covilhã. Introdução: Ao longo dos anos tem-se assistido ao crescente aumento da esperança média de vida. Contudo, a maior longevidade é acompanhada pelo aumento do número e prevalência de doenças crónicas, como é o caso da DM. Os cuidados diários, adaptações e mudanças nos estilos de vida, bem como os sintomas e possíveis complicações clínicas associadas, tendem a exercer um impacto significativo não apenas ao nível físico, como também psicológico, social e económico. Nesta linha, surge o interesse pela avaliação da qualidade de vida, e fatores relacionados, em pessoas que têm que conviver diariamente com as exigências impostas por esta doença crónica. Métodos: A amostra da presente investigação é constituída por 75 sujeitos, que responderam ao protocolo de avaliação composto por um questionário sociodemográfico e de informação clínica e pelos seguintes questionários de auto-resposta: World Health Organization Quality of Life – Brief, Hospital Anxiety and Depression Scale e Brief Illness Perception Questionnaire. Resultados: De um modo geral, em relação às características sociodemográficas, encontraram-se diferenças significativas entre a qualidade de vida e género, estado civil, escolaridade e situação profissional. Ao nível das características clínicas, o diagnóstico de outros problemas de saúde, a administração de insulina e a prática de exercício físico também evidenciaram diferenças ao nível da qualidade de vida percebida. No que concerne à sintomatologia psicopatológica, constatou-se que níveis de depressão exercem maior influência sobre a qualidade de vida quando comparados com os níveis de ansiedade, sendo ambos bons preditores da variância do constructo avaliado. Relativamente à avaliação das representações de doença, verificou-se que a resposta emocional apresenta uma associação negativa com a qualidade de vida, enquanto a compreensão de doença revela uma associação positiva com o constructo avaliado. Discussão/conclusão: Tendo em consideração os resultados obtidos, afigura-se essencial o desenvolvimento de intervenções interdisciplinares capazes de atuar ao nível bio-psico-social, de modo a promover o desenvolvimento de estratégias de intervenção adequadas na gestão emocional, cognitiva e comportamental da diabetes.
