Browsing by Author "Cunha, Ana Mateus da"
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- Influência dos antiagregantes e anticoagulantes no prognóstico de doentes com fratura proximal do fémurPublication . Cunha, Ana Mateus da; Pascoal, Diogo Alexandre Marques Moita Ferreira; Nunes, Célia Maria Pinto; Costa, Bárbara Alexandra Freitas NovaisIntrodução: As fraturas proximais do fémur estão associadas a maior morbilidade e comprometimento funcional nos idosos. A cirurgia precoce, realizada nas primeiras 48 horas, relaciona-se com um melhor prognóstico. Contudo, muitos destes doentes estão sob terapêutica antiagregante ou anticoagulante, cujo manuseio perioperatório faz atrasar a cirurgia. O objetivo principal deste trabalho é relacionar a toma destes fármacos em idosos com fratura proximal do fémur tratada cirurgicamente, com o tempo de espera para cirurgia, tempo de internamento, complicações pré e pós-operatórias, transfusões de concentrados de eritrócitos e mortalidade a 1 ano. Métodos: Foi realizado um estudo retrospetivo observacional através da consulta de processos clínicos de indivíduos idosos com episódios de fratura proximal do fémur tratadas cirurgicamente, no Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira, em 2017 e 2018. Os indivíduos foram agrupados de acordo com as suas comorbilidades, quantificadas pelo Charlson Comorbidity Index. Resultados: Foram contabilizados 245 casos. 23.7% dos doentes estavam antiagregados, enquanto 18.8% estavam anticoagulados. A maioria (54.3%) dos indivíduos teve complicações, sendo que a mortalidade a 1 ano foi de 15.1%. O tempo médio de internamento foi de cerca de 14 dias e 53.9% das cirurgias foram realizadas precocemente. Verificou-se uma relação estatisticamente significativa entre a toma de antiagregantes ou anticoagulantes e o tempo de espera para cirurgia e o tempo de internamento. Não houve relação significativa entre a toma destes fármacos e as complicações, transfusões de concentrados de eritrócitos e mortalidade a 1 ano. Conclusão: Os antiagregantes e anticoagulantes não parecem influenciar isoladamente o prognóstico de doentes com fratura proximal do fémur em idosos com comorbilidades. Nestes doentes, a descompensação de comorbilidades é provavelmente o fator que mais contribui negativamente para o prognóstico.
