Percorrer por autor "Dinis, Mariana Cunha"
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- Relação entre Autocompaixão e Síndrome de Burnout em Estudantes de MedicinaPublication . Dinis, Mariana Cunha; Vitória, Paulo dos Santos DuarteIntrodução: A Síndrome de Burnout (SB) referente a um estado de esgotamento físico e mental que surge da exposição a um stress crónico excessivo, experienciado ao longo do exercício da atividade profissional, pode trazer consequências graves nos vários domínios da vida do indivíduo incluindo o domínio físico, mental, social, comportamental e existencial. Os estudantes de medicina constituem-se como um alvo vulnerável a esta síndrome devido à natureza competitiva e exigente da educação médica. Na esfera individual, a autocompaixão tem sido relacionada com a SB, porque promove a resiliência emocional e a gestão dos problemas/adversidades de uma forma positiva. Objetivos: Pretendemos investigar a relação entre a autocompaixão e a SB em estudantes de medicina durante a pandemia da COVID-19 e avaliar a evolução dos níveis da SB no pós-pandemia. Métodos: Estudo observacional, transversal de natureza descritiva. Foi aplicado um questionário online em dois momentos, T1 (entre dezembro de 2021 e janeiro de 2022) e T2 (entre fevereiro e maio de 2023). Algumas análises foram realizadas com as duas amostras (TTotal). Os participantes são estudantes de medicina das Faculdades de Medicina da Universidade de Coimbra (FM-UC) e da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior (FCS-UBI). Os instrumentos utilizados foram um Questionário de Dados Sociodemográficos e Académicos, Escala de Burnout de Maslach para Estudantes (EBM) e Escala de Auto-Compaixão (EAC). Foram executadas análises de estatística descritiva e inferencial através o SPSS, versão 28.0 para Windows. Resultados: Em T1 participaram 336 estudantes (média de idade 21.88±3.46, 82.1% mulheres), do 1º ao 6º ano, dos cursos de medicina da FM-UC (n= 257, 76.5%) e da FCSUBI (n= 79, 23.5%). Em T2 participaram 147 estudantes (média de idade M= 21.49±3.41, 82.3% são mulheres), do 1º ao 6º ano, do curso de medicina da FM-UC (n= 95, 64.6%) e da FCS-UBI (n=52, 35.4%). O TTotal é constituído por 483 alunos, com idades entre os 18 e os 41 anos, M=21.77±3.49), 82.2% são mulheres, do 1º ao 6º ano do curso de medicina da FM-UC (n=252, 72.9%) e da FCS-UBI (n=131, 27.1%). Os níveis de SB são elevados, não tendo sofrido alterações significativas no pós-pandemia, sendo mais elevados em alunos do género feminino, mais novos, que frequentam anos pré-clínicos, e que não possuem outro curso superior concluído. Observa-se uma relação significativa e negativa entre a autocompaixão e a SB. Outras variáveis relacionadas com a SB são a satisfação como curso, o rendimento académico, e a autoavaliação da saúde psicológica. Conclusões: A prevalência da SB nesta população é elevada. Não se observam diferenças nos valores da SB durante e depois da pandemia à exceção da Eficácia que se demonstrou mais elevada depois da pandemia. Verificam-se diferenças na prevalência de SB em subgrupos (e.g., género feminino, mais jovens). Confirmou-se uma relação estatisticamente significativa e negativa entre a SB e a autocompaixão. A elevada prevalência da SB nesta população sugere a forte necessidade de programas que fomentem a prevenção do burnout e a promoção do bem-estar psicológico dos estudantes, munindo-os com ferramentas necessárias para lidar com o stress e gerir a ansiedade.Apromoção da autocompaixão poderáaumentar a eficácia desses programas.
