Percorrer por autor "Duarte, Leila Regina Homem"
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- Estudo do efeito das citocinas pró- inflamatórias IFN-? e IL-17A na ativação de linfócitos T humanos mediada pela IL-15Publication . Duarte, Leila Regina Homem; Arosa, Fernando Aguilar; Esgalhado, André João GabrielAs moléculas de MHC-I e MHC-II são proteínas membranares que funcionam como recetores que ligam e apresentam antigénios peptídicos a populações de linfócitos T CD8+ e TCD4+, respetivamente, através do recetor clonotípico dos linfócitos T presente na membrana plasmática dos mesmos. A apresentação antigénica entre as moléculas de MHC e os linfócitos T induz a ativação do sistema imunológico contra agressões internas e externas que causam um desequilíbrio da homeostasia tecidual, gerando uma resposta imunológica capaz de repor o microambiente. Sabe-se que as moléculas de MHC-I também apresentam a capacidade de gerar funções não-imunológicas, através de mudanças conformacionais na sua estrutura molecular causadas por uma atividade metabólica aumentada. A mudança de uma conformação fechada (molécula clássica de MHC-I) para uma conformação aberta (molécula não clássica de MHC-I) dá-se pela dissociação da cadeia leve ß2-microglobulina e/ou o péptido da cadeia pesada transmembranar e pode, portanto, ser crucial para o desenvolvimento de possíveis terapias celulares pela interação cis e trans com recetores dos linfócitos NK e dos linfócitos T. Esta interação cis-trans conduz à ativação destes linfócitos e consecutivamente concebe uma minimização ou um aumento das respostas imunológicas de modo a restabelecer a homeostasia dos tecidos. Considerando o efeito proliferativo conhecido da citocina homeostática IL-15 e o seu efeito na diferenciação de linfócitos T CD8+ em linfócitos T CD8+ de memória, pode-se propor que esta citocina possui a capacidade de ativar estes linfócitos e induzir funções não-imunológicas mediante a expressão de recetores de linfócitos NK e sua interação com moléculas de MHC-I abertas. Adicionalmente, é conhecido que as citocinas pró-inflamatórias IFN-? e IL-17A apresentam também potentes efeitos na ativação, proliferação e maturação de linfócitos T, pelo que se julgou que as mesmas poderiam sinergicamente ser cruciais na exacerbação do efeito já conhecido da IL-15 e que poderiam proporcionar um impacto significativo nas moléculas de MHC-I abertas para a geração de respostas não-imunológicas, focando-se, assim, o presente estudo. Para o estudo do efeito das citocinas IFN-? e IL-17A na ativação de linfócitos T humanos mediada pela IL-15, isolaram-se células mononucleares do sangue periférico de buffy-coats de dadores saudáveis e, por sua vez, isolaram-se a partir destes, linfócitos do sangue periférico humano. Estes foram seguidamente marcados com CFSE e cultivados durante 12 dias na presença de IL-15 e na ausência e presença de IFN-? e de IL-17A. Após os 12 dias de cultura celular, os PBLs marcados com CFSE foram marcados com os anticorpos primários W6/32 e HC-10, conjugados com o anticorpo secundário GAM PE e marcados com os anticorpos anti-CD3 (CD3 APC) e anti-CD8 (CD8 PercCP-Cy5.5 ou CD8ß PE Cy.7). Por fim, procedeu-se à sua análise por citometria de fluxo usando características de forward scatter/side scatter e realizou-se a análise estatística perante os resultados obtidos. Os nossos resultados permitiram compreender o potencial da sinergia das citocinas utilizadas em estudo na ativação e expansão de linfócitos T CD4+ e T CD8+ e na consequente expressão de moléculas de MHC-I fechadas e abertas, pelo que se pode constatar que a adição de IL-15 + IFN-? e de IL-15 + IL-17A induziu ao aumento da expressão de moléculas de MHC-I fechadas e à diminuição da expressão de moléculas de MHC-I abertas em linfócitos T CD4+ e T CD8+. Tais resultados permitiram, por fim, constatar que o efeito induzido pela IL-15 é parcialmente neutralizado pelas citocinas pró-inflamatórias IFN-? e IL-17A, o que pode estar relacionado com a competição pela ligação entre moléculas de CD8 e epitopos de HC-10 na membrana plasmática dos linfócitos T.
