Percorrer por autor "Fernandes, Sandra de Jesus Moura"
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- Transição Para a Vida AdultaPublication . Fernandes, Sandra de Jesus Moura; Augusto, Nuno Miguel CavacaO processo de transição para a vida adulta e, muito particularmente, o modo como era tradicionalmente concebido tem vindo a sofrer alterações. Nas gerações anteriores, o período de passagem para a idade adulta constituía um momento de fácil identificação, caracterizado pela linearidade e pela sequencialidade entre a finalização dos estudos, a inserção no mercado de trabalho, a saída de casa dos pais, o casamento e a parentalidade. Como consequência de um conjunto de mudanças ao nível da escolaridade, do mercado de trabalho, das estruturas familiares, das relações sociais e do suporte do Estado-Providência, a transição para a condição de adulto adquiriu novos sentidos e significados para as gerações mais jovens, contribuindo para o prolongamento, complexificação e diversificação da condição juvenil e das etapas do processo de transição para a vida adulta. A presente investigação tem como principal objetivo compreender e analisar as perceções e expetativas de transição para a vida adulta de um grupo particular de jovens, os estudantes universitários. Procurou-se, assim, entender o modo como os jovens perspetivam a sua transição pública e privada, o modo como estes dois eixos de transição se encontram relacionados, bem como qual o contributo das políticas de emprego na inserção profissional dos jovens. Tendo em conta o propósito deste estudo, adotou-se uma abordagem metodológica quantitativa e qualitativa, uma vez que nos possibilita uma compreensão mais ampla e completa das expetativas de transição para a vida adulta dos jovens e do papel das políticas de emprego. Para tal, foram aplicados duzentos e setenta inquéritos por questionários a estudantes finalistas da Universidade da Beira Interior e realizadas oito entrevistas semiestruturadas a técnicos de emprego do Instituto de Emprego e Formação Profissional. Os resultados empíricos revelam que o modo como os jovens perspetivam a sua transição pública e privada é influenciado pela sua origem social de classe, pelo género e pelas perceções de empregabilidade associadas a cada área de estudos. Verificamos, de igual modo, que os apoios públicos à integração no mercado de trabalho não se têm revelado suficientes no que respeita ao combate ao desemprego juvenil e à atenuação de situações de precariedade laboral, o que vem condicionar a emancipação económica e familiar dos jovens.
