Percorrer por autor "Fonseca, Vasco Afonso Pinto da"
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- Crenças em saúde mental e atitudes de procura de ajuda em estudantes da Universidade da Beira Interior (UBI)Publication . Fonseca, Vasco Afonso Pinto da; Carvalho, Paula Susana Loureiro Saraiva de; Gama, Jorge Manuel Reis; Pires, Ana Carla Seabra TorresA população universitária apresenta alta prevalência de doenças mentais e, apesar da maioria dos estudantes reconhecer a necessidade de tratamento, são poucos os que procuram apoio, apesar das universidades disponibilizarem serviços que visam prevenir, identificar e tratar doenças mentais, através de serviços de aconselhamento gratuitos. O presente estudo consiste numa investigação transversal, desenvolvida com estudantes da Universidade da Beira Interior (UBI), que tem como objetivo principal avaliar a relação entre as crenças sobre saúde mental e as atitudes de procura de ajuda nestes estudantes. Para tal, recorreu-se a um questionário sociodemográfico e dois questionários de autorresposta, sendo estes o Inventário de Crenças acerca das Doenças Mentais (ICDM), de Loureiro e Pereira (2009) e o Inventário de Atitudes em Relação à Procura de Serviços de Saúde Mental (IARPSSM), de Fonseca e Canavarro (2015). Em relação ao ICDM, os resultados obtidos revelaram níveis de crenças baixos, sendo que os indivíduos mais novos, do género masculino, matriculados num curso lecionado na Faculdade de Ciências da Saúde e que frequentavam uma licenciatura apresentavam níveis mais elevados de estigma. Também os participantes que nunca tinham recebido acompanhamento psicológico, que não conheciam ninguém com doenças mentais, que utilizavam poucas ou nenhuma fonte de informação e que não tinham interesse em participar em programas de promoção de saúde mental mostraram maiores níveis de crenças discriminatórias. Quanto ao IARPSSM, os resultados mostraram um interesse aceitável em procurar ajuda profissional, com os indivíduos mais novos, do género masculino, matriculados num curso lecionado na Faculdade de Artes e Letras e a frequentar uma licenciatura a apresentarem menos motivação para este tipo de procura de ajuda. Também os participantes que nunca tinham recebido acompanhamento psicológico, que não conheciam ninguém com doenças mentais e que não tinham interesse em participar em programas de promoção de saúde mental mostraram níveis mais baixos de interesse em procurar ajuda profissional. Estes dados assumem extrema importância para a caracterização da comunidade académica da UBI, podendo ser utilizados como base para o desenvolvimento de programas de psicoeducação sobre a Saúde Mental e a promoção da mesma dentro do contexto universitário.
