Percorrer por autor "Gama, Catherine Martins"
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- Arquiteturas da favela, o caso do Rio de Janeiro: A identidade da intervenção urbana em assentamentos informaisPublication . Gama, Catherine Martins; Beato, Cláudia Sofia Sao Marcos MirandaA presente dissertação tem como objetivo principal realizar uma análise crítica da atuação de arquitetos e urbanistas em áreas urbanas vulneráveis, com foco nas favelas do Rio de Janeiro. Para compreender adequadamente como intervir nesses territórios, é essencial adquirir uma compreensão profunda das vivências e experiências locais. Nesse sentido, a pesquisa se inicia com uma síntese da origem das favelas na cidade, remontando ao início do século XX, rastreando seus desdobramentos e evolução até os dias atuais. O contexto político, econômico e social é constantemente considerado para uma apreciação mais abrangente das intervenções que ocorreram ao longo do tempo. Além disso, abordase as características da arquitetura popular e a estética das favelas cariocas. Este estudo procura abordar a prática profissional da arquitetura no Brasil e a tradicional ênfase nas classes sociais mais privilegiadas, o que, por sua vez, resultou em um afastamento dos territórios mais precários. Busca-se, então, apresentar as mudanças de pensamento que ocorreram a partir do final do século XX e o desenvolvimento de uma reflexão arquitetônica mais consciente de sua responsabilidade social. Com base nesse pressuposto, procura-se destacar as ações engajadas de arquitetos em favelas, que se tornaram mais frequentes após o reconhecimento do direito à moradia digna na Constituição de 1988. Essa constituição também desencadeou importantes desenvolvimentos em políticas públicas voltadas para a urbanização das favelas. Nesse contexto, realiza-se um estudo de caso do Programa de Urbanização de Assentamentos Populares do Rio de Janeiro (PROAP), uma das iniciativas mais relevantes do país no que diz respeito à urbanização das favelas. A análise desse programa contribui para a compreensão das possibilidades transformadoras da ação de arquitetos em práticas contemporâneas, que são participativas e coletivas, e que envolvem uma abordagem multidisciplinar, incluindo políticas públicas do Estado, movimentos sociais e, é claro, as próprias comunidades. Espera-se, assim, iluminar o debate e não apenas estimular reflexões, mas também fomentar o interesse por uma prática profissional que seja socialmente e politicamente atuante.
