Percorrer por autor "Lorga, Daniel Alexandre Fonseca"
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- Alternativa Energética: Sustentabilidade dos BiocombustíveisPublication . Lorga, Daniel Alexandre Fonseca; Fael, Paulo Manuel Oliveiracomposição química da matéria-prima e da transformação química mais adequada. A digestão anaeróbica destaca-se como a que mais se adapta, capaz de processar uma ampla gama de nutrientes em diferentes matérias-primas. (Boyle, 1996) A digestão anaeróbica é a reação química que ocorre quando um grupo de bactérias decompõe as moléculas de um nutriente. Este processo é de interesse para esta dissertação devido à produção intrínseca de metano. O processo de fermentação também é utilizado para quebrar moléculas, neste caso, de glicose, para produzir álcool. (Antonopoulou, 2016) Em alguns casos, os álcoois podem ser produzidos por ambos os processos simultaneamente, ao utilizar famílias restritas de bactérias que excluem as famílias que decompõem as moléculas de açúcar. Introduz-se a fermentação no final do processo anaeróbico - as ligações moleculares são quebradas através da digestão anaeróbica até produzir um produto rico em açúcar - para criar uma solução alcoólica. (Vogel, et al., 2008) Outro biocombustível de elevado interesse como substituto dos combustíveis fósseis é o biodiesel, que pode ser produzido por esterificação e microemulsão, utilizando gorduras e óleos como matérias-primas. (Demirbas, 2008) A pirólise é outro processo com elevado interesse devido à variedade de produtos que podem ser produzidos. A pirólise é o processo de separação da matéria volátil dos produtos florestais que aumenta a densidade energética de um dos subprodutos. A matéria volátil que é dispensada possui um potencial energético significativo que pode ser aproveitado. (A. Alalwan, et al., 2019) A pirólise tradicional é um processo de decomposição térmica da matéria orgânica na ausência de oxigénio, onde a matéria-prima é aquecida para quebrar as moléculas complexas em moléculas mais simples, resultando em produtos como carvão, gases e bio-óleo. Existem variantes como a pirólise rápida, que utiliza altas temperaturas e aquecimento rápido para maximizar a produção de bio-óleo. Já a pirólise de alta pressão, embora menos comum, pode ser usada para ajustar o rendimento e a composição dos produtos. (A. Alalwan, et al., 2019) A solvólise, por outro lado, é um processo químico distinto onde se utiliza um solvente para quebrar ligações na biomassa. O produto final da solvólise é um bio-óleo semelhante ao petróleo bruto, que pode ser refinado para produzir combustíveis semelhantes aos combustíveis fósseis. (Chan, et al., 2014) Para melhorar a qualidade dos biocombustíveis e torná-los mais semelhantes aos combustíveis fósseis, têm sido feitos avanços na hidrogenação de biocombustíveis. Este processo envolve a adição de hidrogénio a moléculas de carbono presentes nos biocombustíveis, resultando em combustíveis mais estáveis e com características adequadas para utilização eficiente em motores modernos. Este processo é uma parte crucial na produção de biocombustíveis de alta qualidade que podem substituir os combustíveis fósseis em diversas aplicações. (Gandía, et al., 2013)
