Percorrer por autor "Madeira, Catarina de Oliveira"
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- Efeito dos Níveis de Progesterona na Janela de Implantação Endometrial das Utentes Submetidas a Técnicas de Procriação Medicamente Assistida no Centro Hospitalar Cova da BeiraPublication . Madeira, Catarina de Oliveira; Martins, Renato Alessandre Silva; Panaro, Mariana Pais de RamosIntrodução: A necessidade de constante aprimoramento das Técnicas de Reprodução Assistida (TRA) como tratamento da infertilidade tem sido um tema incontornável na medicina atual. Vários estudos revelaram um aumento dos níveis séricos de progesterona (P4) no dia da administração da gonadotrofina coriónica humana (hCG), mesmo perante níveis baixos de hormona luteinizante (LH), apontando-o como fator limitante ao sucesso das TRA. A etiologia deste aumento prematuro da P4 parece ser multifatorial. A verificação de níveis de progesterona no dia da administração da hCG (P-hCG) >1,5 ng/ml tem sido apontado como fator de impacto negativo na taxa de gravidez clínica (GC) e obtenção de nados-vivos. Porém, mantém-se algumas questões quanto à adequação dos modelos dos estudos realizados, bem como relativamente aos valores de corte a partir dos quais estes efeitos seriam significativos. Objetivos: Determinar a relação entre os níveis séricos de P-hCG e o resultado final das TRA (FIV e ICSI), enfocando-se o seu impacto na ocorrência de GC. Determinar a relação de cada uma das variáveis em estudo com o nível de P-hCG e com a ocorrência de GC. Materiais e Métodos: Estudo epidemiológico, de coorte retrospetivo, do tipo quantitativo, transversal, de nível descritivo e analítico. Consulta e análise dos registos específicos da Unidade e da plataforma SClínico® Hospitalar contendo informação relativa às TRA realizadas na Unidade de Medicina Reprodutiva (UMR) do Centro Hospitalar Cova da Beira (CHCB), entre o período de abril de 2011 a abril de 2016. Após aplicados os critérios de inclusão e de exclusão foram considerados como objeto de estudo 203 tratamentos FIV/ICSI. Resultados: Na maioria (f=26; %=60,5) dos tratamentos que resultaram em GC (f=43), foram aferidos valores de P-hCG no intervalo 1,00-1,25 ng/ml e em 13 (30,2%) dos mesmos, valores de P-hCG <1,00 ng/ml. Verificou-se que a ocorrência de GC está relacionada com os níveis de P-hCG (valor p = 0,000 < 0,05) e que as restantes variáveis abordadas não apresentam relação com os níveis de P-hCG; apenas o tipo de tratamento realizado (FIV/ICSI) e a razão entre os níveis séricos de progesterona e o número de ovócitos obtidos (P/OO) apresentam relação com a ocorrência de GC. Conclusão: A ocorrência de GC está relacionada com os níveis de P-hCG, sendo que na maioria dos tratamentos com este resultado final, os níveis aferidos foram =1,25 ng/ml. Não obstante do fato supracitado, cerca de metade dos tratamentos com níveis de P-hCG =1,25 ng/ml não resultaram em GC, o que nos permite concluir que, apesar de neste intervalo de valores se verificar uma maior ocorrência de GC, este não será o único fator determinante na obtenção deste resultado com recurso às TRA.
