Percorrer por autor "Marcos, Ana Rita dos Santos"
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- Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica: Caracterização da Doença e Avaliação da Técnica Inalatória em AdultosPublication . Marcos, Ana Rita dos Santos; Lourenço, Olga Maria Marques; Luís, Maria Filomena Simão FernandesO presente relatório para a obtenção do grau de mestre em Ciências Farmacêuticas é composto por três capítulos. O Capítulo 1 refere-se à vertente de investigação, o Capítulo 2 refere-se à experiência profissionalizante em Farmácia Comunitária e o Capítulo 3 refere-se à experiência profissionalizante em Farmácia Hospitalar. No Capítulo 1 é abordada a DPOC e a técnica inalatória, sendo este tema da componente de investigação. A DPOC é uma doença prevenível e tratável, tratando-se, no entanto, de uma causa significativa de morbilidade e mortalidade global, com uma prevalência que em Portugal chega aos 47,2% em homens com mais de 70 anos. É principalmente desencadeada pela exposição a partículas e gases nocivos, com o fumo do tabaco a ter o maior relevo. Esta exposição leva a uma obstrução crónica das pequenas vias aéreas (bronquite crónica) e à destruição do parênquima pulmonar (enfisema), com contribuições relativas que variam de doente para doente. O diagnóstico é espirométrico e o controlo farmacoterapêutico é feito principalmente por via inalatória, recorrendo a inaladores, cuja técnica de manuseamento e de inalação são essenciais para o controlo da doença. A quantidade de erros cometidos durante a realização da técnica inalatória é subestimada, o que leva a uma pior gestão da doença. O farmacêutico pode ter um papel importante no acompanhamento, ensino e verificação da técnica inalatória. Este estudo observacional pretendeu avaliar a técnica inalatória em doentes adultos diagnosticados com DPOC, realçando o papel do farmacêutico no ensino e verificação frequente da mesma. Teve como objetivos específicos: avaliar o tipo e frequência de erros na técnica inalatória em doentes adultos; comparar a perceção dos doentes no controlo da técnica e o domínio efetivo da mesma; analisar fatores que poderão influenciar essa técnica; ensinar e/ou reforçar aos doentes o uso correto dos inaladores. Neste estudo participaram 25 doentes adultos diagnosticados com DPOC, seguidos na consulta de Pneumologia do Hospital Sousa Martins, da Unidade Local de Saúde da Guarda. Um questionário estandardizado foi aplicado e a demonstração da técnica foi solicitada e avaliada, daí resultando um total de 42 demonstrações. Os erros foram registados em listas de passos, correspondentes a cada inalador, sendo a técnica classificada como correta, aceitável ou incorreta. Além da análise estatística dos dados, estes também foram analisados recorrendo ao teste do Qui-quadrado ou ao teste exato de Fisher, utilizando o SPSS®, versão 23.0, considerando-se um nível de significância de 5% (p=0,05) para a tomada de decisão sobre os resultados. A técnica foi maioritariamente classificada como aceitável (71,4%), mas nunca completamente correta, sendo que o MDI foi o inalador com pior performance. Nenhum dos doentes que considerou a técnica fácil a executou de forma completamente correta. Nenhum doente que tenha afirmado fazer a técnica correta a executou completamente sem erros. Todos os doentes receberam ensino inicial da técnica, mas nenhum teve a técnica verificada com regularidade. Foi encontrada uma associação entre o tipo de ensino inicial e a execução da técnica, sendo que os doentes que foram ensinados teoricamente tiveram mais vezes uma técnica aceitável (p=0,027). Quanto ao nível de escolaridade, nível socioeconómico e número de inaladores usados, não se encontrou nenhuma associação com a execução da técnica. Uma técnica associada a erros mostra-se comum, com a sua ocorrência em todos os dispositivos. Os doentes tendem a sobrestimar o uso correto do inalador, pelo que uma avaliação mais completa e frequente deve ser feita, para além do questionamento sobre a sua perceção. O farmacêutico poderá desempenhar um papel significativo nesta área, através da criação de programas educacionais e do aconselhamento direto ao doente. No Capítulo 2 é descrito o estágio curricular em Farmácia Comunitária realizado na Farmácia da Sé, na Guarda entre os dias 11 de setembro e 24 de novembro de 2017, sob a supervisão da Dra. Maria João Grilo. Este estágio permitiu a aplicação e cimentação dos conhecimentos técnicos e científicos estudados ao longo do curso, bem como a contínua aprendizagem em contexto real. Este capítulo tem como objetivo a descrição das atividades desenvolvidas durante o estágio em Farmácia Comunitária. O Capitulo 3 descreve o estágio em Farmácia Hospitalar decorrido entre 28 de novembro de 2017 e 19 de janeiro de 2018, no Hospital Sousa Martins, na Guarda, sob a supervisão do Dr. Jorge Aperta. Este estágio teve como propósito o complemento de conhecimentos teóricos com a prática desta vertente da profissão, aplicados em coordenação com todos os fatores que condicionam a realidade diária. Este capítulo tem como objetivo a descrição de todas as atividades desenvolvidas durante o estágio em Farmácia Hospitalar.
