Percorrer por autor "Santos, Paulo João Matos dos"
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- Competência (trans)Cultural no cuidar um estudo exploratório em enfermeiros de uma ULS da Região Centro Oeste de PortugalPublication . Santos, Paulo João Matos dos; Figueiredo, Vitor Manuel Pinto de; Nogueira, Maria Assunção AlmeidaOs movimentos migratórios que caracterizam a realidade portuguesa contemporânea colocam novos desafios aos serviços de saúde, tornando indispensável a capacitação dos profissionais com competências culturais que assegurem cuidados de qualidade, inclusivos e sensíveis à diversidade. Objetivo: Neste trabalho, propusemo-nos analisar a competência cultural dos enfermeiros de uma Unidade Local de Saúde de um hospital da região Centro-Oeste de Portugal, a partir da apreciação das suas perceções, práticas e necessidades no contexto da diversidade cultural dos utentes. Método: Desenvolvemos um estudo exploratório, descritivo e de natureza qualitativa, envolvendo dez enfermeiros selecionados intencionalmente e a exercer funções em diferentes contextos do referido hospital. A recolha de dados foi realizada através de entrevistas semiestruturadas, analisadas segundo a técnica de análise temática proposta por Braun e Clarke (2006). Foram integralmente salvaguardados os princípios éticos inerentes a este tipo de investigação. Resultados: Evidenciam que os enfermeiros reconhecem a relevância da competência cultural, embora identifiquem barreiras e dificuldades na prestação de cuidados a indivíduos migrantes. Verificou-se que, para enfrentar tais desafios, recorrem a estratégias adaptativas, ainda que limitadas pelo reduzido apoio institucional disponível. Este fenómeno revela repercussões significativas, tanto na vida profissional como na esfera pessoal dos participantes. Sugerem medidas para minorar este problema. Conclusões: O estudo demonstra, assim, que os enfermeiros procuram mitigar as dificuldades associadas ao cuidado em contextos multiculturais, ainda que de forma essencialmente individual e improvisada. Torna-se evidente a necessidade de refletir de forma sistemática sobre este fenómeno, bem como de desenvolver políticas organizacionais que promovam a valorização da diversidade cultural, realidade crescente e incontornável nos serviços de saúde portugueses.
