Percorrer por autor "Sochirca, Elena"
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- Hipóxia tumoral: contribuição para a progressão do cancro e o papel terapêutico de pró-fármacos ativados pela hipóxiaPublication . Sochirca, Elena; Moutinho, José Alberto FonsecaIntrodução: O cancro apresenta uma elevada taxa de incidência e de mortalidade, existindo a necessidade de desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas. O microambiente tumoral é muitas vezes caraterizado por uma baixa concentração de oxigénio, condição designada por hipóxia, que foi associada a um pior prognóstico e representa, desta forma, um importante alvo terapêutico. Objetivos: Elaborar uma revisão de literatura sobre a hipóxia tumoral, no que toca à definição do conceito da hipóxia tumoral e dos seus fatores etiológicos, mecanismos celulares induzidos pela hipóxia tumoral e ainda sobre os pró-fármacos ativados pela hipóxia. Materiais e métodos: Foi efetuada uma pesquisa de literatura referente ao tema utilizando as bases de dados PubMed e ClinicalTrials.gov. Resultados: Hipóxia é definida como redução da disponibilidade de oxigénio e resulta da proliferação celular excessiva e da presença de uma rede vascular anormal, caraterísticos de neoplasias malignas. Provoca a estabilização do fator de transcrição induzido pela hipóxia que, por sua vez, regula várias respostas celulares que permitem a adaptação e sobrevivência das células cancerígenas no microambiente hipóxico, entre as quais a glicólise e a metastização. É ainda responsável pela resistência à quimioterapia e radioterapia apresentada pelas células hipóxicas, o que motiva o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas. Os pró-fármacos ativados pela hipóxia são ativados e atuam preferencialmente em regiões hipóxicas dos tumores. Ao longo do tempo vários compostos foram sintetizados e alguns deles avaliados em ensaios clínicos. Discussão: A literatura existente aponta para o papel da hipóxia tumoral na regulação de mecanismos celulares necessários para a progressão do cancro. Ao longo do tempo foram verificadas tentativas de melhorar as propriedades farmacológicas dos prófármacos ativados pela hipóxia. As limitações verificadas nos ensaios clínicos prendem-se com a possibilidade de ativação dos fármacos em tecidos normais e com a falta de estratificação dos doentes de acordo com os níveis de hipóxia apresentados pelos seus tumores. É necessário aguardar pelos resultados dos ensaios clínicos atualmente em fase ativa. Conclusão e perspetivas futuras: Ainda nenhum pró-fármaco ativado pela hipóxia foi aprovado para uso clínico. É necessário otimizar as suas propriedades farmacocinéticas e farmacodinâmicas de modo a permitir uma melhor difusão para as regiões hipóxicas do tumor. Para além disso, é necessário estratificar os doentes de acordo com os seus níveis de hipóxia em futuros ensaios clínicos.
