Browsing by Author "Branco, Teresinha Juliana"
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- Frequência de malformações congénitas em recém-nascidos no Hospital Geral Especializado Augusto Ngangula-Luanda-AngolaPublication . Branco, Teresinha Juliana; Monteiro, Maria de Lurdes Paiva; Baptista, João Luís dos SantosMalformações congénitas são alterações na formação inicial das estruturas no embrião ou no feto. A frequência pode chegar até 7%. Anualmente, 276.000 recém-nascidos morrem durante as primeiras quatro semanas de vida em todo mundo. Este estudo teve como objetivo estudar a frequência de malformações congênitas em recém-nascidos no Hospital Geral Especializado Augusto Ngangula no período de fevereiro a março de 2016. Tratou-se de um estudo descritivo, observacional e transversal. A amostra foi constituída por 53 mães e respetivos 53 Recém-Nascidos portadores de malformações congénitas. A recolha de dados foi feita através de um questionário e da observação do Recém-nascido englobando informações sobre características da mãe, características do recém-nascido e das malformações visíveis. Para analisar as frequências relativas de malformações congénitas foram usadas as medidas de estatística descritiva. De um total de 2769 partos, dos quais resultaram 3003 recém-nascidos em que 2888 são nados vivos (96,8%) e 115 (3,8%) são nados mortos. Destes nados mortos, 1 (0,87%) tinha malformação congénita. Dos 1500 RN nados vivos, cujas mães foram avaliadas, 53 evidenciaram malformações congénitas (3.6%). A média de idade das mães foi de 30 (± 6.6). Metade desta população é suburbana (49,1). A maioria (32,1%) tem instrução básica e superior (28,3%) e 15,1% não têm instrução. Sete mães referem ter contacto assíduo com galinhas (11,3%) ou gatos (1,9%). Dois terços (64,2%) das parturientes têm 1 a 3 gestações anteriores. Na história pregressa 9,4% referiram nados mortos, 36% referiram entre 1 (84,2%) a 2 abortos (15,8%). Metade das parturientes (52,8%) realizou 4-6 consultas pré-natal e 96,2% teve uma gravidez de termo. O parto por cesariana (54,7%) foi o mais frequente. O ácido fólico e ferro foram usados de forma isolada ou combinada por 94,3 % das mães. A infeção na pele (exantema) foi referida em 6 parturientes (11,3%) e só 3,8% estavam vacinadas contra o vírus da rubéola. Os RN tiveram um peso médio 3000 gramas (± 3,0), um índice do Apgar (1º minuto) de 7 (± 1,7) e o Perímetro cefálico de 35 cm (± 2,2). As malformações congénitas mais frequentes foram as polidactilias (40,7%), as fístulas pré-auriculares (27,8%) e dos órgãos genitais (14,8%).
