Browsing by Author "Brites, Ana Luisa Pedrosa"
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- Abordagem ao tratamento da epicondilite lateralPublication . Brites, Ana Luisa Pedrosa; Branco, Vítor Alexandre Pereira GonçalvesIntrodução: A Epicondilite Lateral ou, simplesmente, “Cotovelo de tenista” representa uma lesão de sobrecarga frequente e constitui a causa mais comum de dor sobre o epicôndilo lateral na população adulta. Atualmente, o tratamento desta síndrome dolorosa carece de evidências científicas fortes sendo, por isso, controverso. Esta dissertação tem como objectivo o estudo comparativo de diferentes modalidades terapêuticas, tentando esclarecer algumas divergências existentes através de uma revisão sistemática da literatura mais recente. Métodos: Foi realizada uma pesquisa em bases e motores de busca como a Pubmed, B-on, E-medicine, Medline, Google Scholar e base de dados da biblioteca do Centro Hospitalar Tondela Viseu, entre Setembro de 2012 e Outubro de 2013. As palavras-chave utilizadas foram “Lateral epicondylitis”, ”Epicondilite lateral”, “Tennis elbow” e foram cruzadas com os termos “Treatment” e “Therapy”. Após uma fase de avaliação dos artigos recolhidos, foram selecionados 37 para uma análise comparativa, tendo em conta a diminuição da dor e/ou melhoria da força muscular. Resultados: Os estudos apontam para resultados divergentes quanto à eficácia das diferentes modalidades terapêuticas. Aquelas com resultados mais favoráveis (melhoria dos sintomas superior a 50%) são a cirurgia, toxina botulínica, plasma rico em plaquetas, sangue autólogo, corrente eléctrica de baixa intensidade e estimulação eléctrica nervosa transcutânea. Os corticosteróides, ortóteses, conduta expectante e laser apresentaram resultados menos favoráveis (melhoria dos sintomas inferior a 50%). As ortóteses são o tratamento com início mais rápido, enquanto que a fisioterapia/exercícios programados são o tratamento com efeitos mais tardios. Foram relatados efeitos adversos em cinco modalidades: cirurgia, toxina botulínica, corticosteróides, sangue autólogo e ondas de choque extracorporais. Conclusão: O tema “Epicondilite Lateral” apresenta opiniões controversas relativamente ao tratamento. Face aos resultados, a abordagem mais correta a um paciente com EL será uma combinação de terapias em vez de uma modalidade terapêutica isolada. Deve começar-se pelos tratamentos menos invasivos e ir escalonando de acordo com a evolução do paciente. De salientar que, independentemente do tratamento adotado, este deve ser ajustado às características clínicas evidenciadas pelo paciente, ou seja, deve ser um tratamento individualizado.
