Percorrer por autor "Costa, Rosa Margarete Amaral"
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- Qualidade de vida na esclerose múltiplaPublication . Costa, Rosa Margarete Amaral; Rosado, Maria Luiza ConstanteA Esclerose Múltipla é uma das doenças neurológicas mais comuns e afeta cerca de 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo e cerca de 5000 pessoas em Portugal, atingindo frequentemente pessoas entre os 20 e os 40 anos de idade. As manifestações neurológicas são variadas e inesperadas e a falta de previsibilidade tornam-na uma das doenças com um maior impacto negativo na qualidade de vida. O objetivo desta monografia é a revisão da bibliografia disponível sobre o impacto da esclerose múltipla, e fatores relacionados, sobre a qualidade de vida. Pretende-se ainda estudar a casuística dos doentes com esclerose múltipla do Centro Hospitalar Cova da Beira. Com a análise da bibliografia é possível concluir que a esclerose múltipla tem um impacto negativo na qualidade de vida dos doentes e são vários os fatores sociodemográficos que influenciam essa relação, tal como, idade, nível de educação, emprego, estado conjugal, apoio social e formas de lidar com a doença. Também fatores clínicos como, o tipo de esclerose múltipla, duração da doença, número de surtos, tempo desde o último surto e alguns dos sintomas mais prevalentes na esclerose múltipla parecem ter um impacto significativo na qualidade de vida. A incapacidade, depressão e fadiga, parecem ser alguns dos fatores com maior papel preditivo na qualidade de vida dos doentes. As estratégias terapêuticas atualmente mais utilizadas, quer as direcionadas à doença como ao tratamento da sintomatologia, têm um efeito positivo na qualidade de vida. Os estudos também são consensuais quanto ao benefício da prática de exercício físico na qualidade de vida destes doentes. A casuística da esclerose múltipla no Centro Hospitalar Cova da Beira revelou resultados muito semelhantes aos encontrados na bibliografia. Em conclusão, devido ao grande número de fatores que parecem influenciar a qualidade de vida do doente, pode ser importante avaliar a qualidade de vida de forma rotineira, de forma a detetar precocemente diminuições da qualidade de vida e as prováveis causas, para dar o melhor benefício possível ao doente.
