Percorrer por autor "Cunha, Ana Rita Novais da"
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- Estudo Holter em doentes com AVC isquémicoPublication . Cunha, Ana Rita Novais da; Alvarez Pérez, Francisco JoséIntrodução: O AVC é a maior causa de incapacidade a longo prazo e a terceira causa de morte nos países desenvolvidos. É fundamental conhecer as potenciais fontes cardíacas de AVC, uma vez que esse achado tem, frequentemente, influência nas decisões terapêuticas e preventivas subsequentes. O Holter-ECG deve ser realizado quando arritmias são suspeitadas, nomeadamente, fibrilhação auricular e nenhuma outra causa para o acidente vascular foi encontrada. No entanto, vários estudos constatam que o Holter- ECG possui um baixo rendimento diagnóstico. Uma possível solução para melhorar o rendimento diagnóstico deste exame passa por selecionar os pacientes que o realizam, no entanto, até ao momento, os estudos têm falhado em determinar preditores que permitam selecionar esses pacientes. Objetivos: Este estudo pretende avaliar se a monitorização Holter deve fazer parte da avaliação diagnóstica de rotina dos pacientes com acidente vascular cerebral, com os objetivos de esclarecer a etiologia do AVC, efetuar mudanças no tratamento ou descobrir algum achado importante. Métodos: Realizou-se um estudo retrospetivo, em 186 pacientes internados na U-AVC do CHCB, com o diagnóstico de AVC isquémico ou AIT durante o ano de 2011. A informação clínica foi obtida através da consulta de processos clínicos dos doentes internados na U-AVC, no SClínico, no qual se consultou as notas de alta e os dados relativos aos exames de neuroimagem (TC ou RM) e exames cardiovasculares (eletrocardiograma, Holter, ecocardiograma). Os fatores de risco pesquisados foram a idade, hipertensão arterial, diabetes, dislipidémia e a existência de AVC prévio. Foi, igualmente, pesquisada a existência de leucoencefalopatia isquémica na TC. Resultado: Nenhum parâmetro pesquisado se revelou estatisticamente significativo como preditor de alterações no Holter [idade (p= 0,304);género (p=0,958); diabetes (p=0,582); hipertensão (p=0,168); dislipidémia (p=0,403); classificação OCSP (p=0,928); alterações eletrocardiográficas em exames anteriores ao AVC (p=0,469); leucencefalopatia isquémica (p=0,966); AVC prévio (p=0,51); FE (p=0,946); AE (p=0,780); SIV (p=0,591)]. Conclusão: Podemos concluir que nenhuma variável se mostrou capaz de prever alterações positivas no Holter.
