Percorrer por autor "Cunha, Manuel Rafael Caixeiro da"
A mostrar 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
- Instabilidade após entorse do tornozeloPublication . Cunha, Manuel Rafael Caixeiro da; Lopes, Cláudia Manuela Silva Santos; Esteves, NunoIntrodução: A entorse aguda do tornozelo constitui cerca de 7 a 14% de todas as recorrências hospitalares, sendo a lesão desportiva a causa principal em jovens. A lesão afeta habitualmente o complexo ligamentar lateral e a inversão constituiu o principal mecanismo de lesão. Cerca de 30% das entorses do tornozelo progridem para instabilidade. Este trabalho pretendeu determinar a percentagem de indivíduos com entorse do tornozelo que progridem para instabilidade subjetiva e objetiva, após um período de 6 semanas. Secundariamente pretendeu-se traçar relações entre um perfil de doente e instabilidade da articulação e também identificar a causa e mecanismo de lesão mais prevalentes de entorse da articulação tibiotársica. Métodos: Através de um estudo prospetivo longitudinal dos doentes que recorreram ao SU do CHCB por entorse do tornozelo entre 1 de Outubro a 31 de Dezembro de 2012, estudou-se 24 indivíduos com idade igual ou superior a 16 anos e inferior ou igual a 65. Após 6 semanas, na consulta de revisão, foi aplicado um questionário para a recolha de dados, incluindo a escala funcional CAIT e FAOS. Os indivíduos com queixas e sinais de instabilidade subjetiva do tornozelo foram submetidos a radiografia do tornozelo, face em carga bilateral e em stress lateral bilateral, com o intuito de identificar instabilidade objetiva. Resultados: A amostra era composta por 58,3% homens e 41,7% mulheres. No exame físico 45,8% dos indivíduos apresentaram instabilidade subjetiva na consulta. Destes, 45,5% tiveram radiografia em stress lateral bilateral positiva, ou seja, instabilidade objetiva. Neste estudo, a sintomatologia positiva na consulta obteve relações estatisticamente significativas com CAIT positivo, instabilidade subjetiva e instabilidade objetiva. Também se observou relação estatisticamente significativa entre instabilidade objetiva e idade, tratamento RICE e evolução da dor, sintomas graves no SU e instabilidade objetiva, instabilidade objetiva e subescala de qualidade de vida no FAOS, e entre a mobilização precoce e a diminuição da dor. Na entorse a causa mais prevalente foi a irregularidade do solo (54,2%) e o mecanismo de lesão mais prevalente foi a inversão (89,5%). Conclusões: As entorses do tornozelo são traumatismos músculo-esqueléticos muito frequentes no SU, com elevados custos socioeconómicos. Para além de um tratamento correto na fase aguda, verificou-se com este estudo a importância de uma consulta de seguimento. Aproximadamente metade dos doentes com entorse progrediram para instabilidade subjetiva e objetiva do tornozelo, pelo que deve ser diagnosticada e tratada precocemente para evitar entorses de repetição e sequelas articulares degenerativas.
