Percorrer por autor "Duarte, Diana Sofia Borges"
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- Recomendações para transição de cuidados pediátricos para medicina de adultos em adolescentes com Diabetes Mellitus tipo 1Publication . Duarte, Diana Sofia Borges; Gama, Artur José Machado Neves daIntrodução. A transição de cuidados começou a ser discutida em 1989 no âmbito da United States Surgeon General Conference. Designa-se por transição o processo ativo, gradual e multidisciplinar que aborda as necessidades médicas, psicossociais e educativas do adolescente e cujo objetivo é promover a sua autonomia e adaptação à Medicina de Adultos. A transferência dos pacientes pediátricos com Diabetes mellitus tipo 1 para as unidades de Medicina de Adultos pode ter efeitos nefastos para a saúde dos pacientes se a transição for conduzida de forma inadequada. Esta mudança ocorre durante a adolescência, período crítico no controlo metabólico pelos fatores psicológicos e fisiológicos que entram em jogo, condicionando um risco aumentado de complicações crónicas e de admissões hospitalares relacionadas com a Diabetes mellitus tipo 1. A mudança da equipa assistencial está também associada com maior perda de seguimento e com pior controlo metabólico destes pacientes. O desenvolvimento de um programa de transição pode ultrapassar muitos dos problemas que surgem na transição entre dois tipos de sistemas de cuidados distintos. Objetivos. A presente dissertação pretende realizar uma revisão das publicações sobre transição de cuidados pediátricos para Medicina de Adultos em adolescentes com Diabetes mellitus tipo 1. Numa primeira parte são reunidas as recomendações existentes; posteriormente serão analisados as publicações com avaliação dos resultados de programas de transição específicos. Por fim é proposto um modelo de transição de cuidados, elaborado mediante a investigação efetuada. Métodos. Para a elaboração desta monografia foi realizada uma pesquisa na base de dados PubMed, complementada pela consulta de documentos de Sociedades Científicas Internacionais sobre transição de cuidados em adolescentes com Diabetes mellitus tipo 1. Resultados. Constatou-se que, embora existam recomendações clínicas para o processo de transição em adolescentes com Diabetes mellitus tipo 1, são limitadas as práticas baseadas em evidência publicadas. Os programas de transição presentes na literatura representam iniciativas de cada unidade de cuidados e não protocolos estruturados das autoridades locais ou regionais de saúde. Poucos estudos avaliaram, de forma sistemática, a eficácia dos programas de transição implementados. Em Portugal não existem quaisquer orientações que rejam o cuidado transicional destes jovens. Conclusões. Os programas de transição analisados, apesar das disparidades metodológicas, registaram melhorias no controlo metabólico e nas presenças em consultas na Medicina de Adultos bem como redução na taxa de complicações agudas. É proposto um modelo de transição de cuidados para adolescentes com Diabetes mellitus tipo 1.
