Percorrer por autor "Elvas, Henrique Jorge Rijo Mendes Martins"
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- Stress Oxidativo e Doença de ParkinsonPublication . Elvas, Henrique Jorge Rijo Mendes Martins; Baltazar, Graça Maria FernandesA doença de Parkinson é um transtorno crónico e progressivo do movimento. Segundo dados da Associação Europeia de Doença de Parkinson, esta doença afeta mais de 1,2 milhões de pessoas em toda a Europa e está associada a um custo anual estimado de 13,9 mil milhões de euros. O maior fator de risco para a Doença de Parkinson é a idade. A idade média de início é de 60 anos, embora mais de uma em cada dez pessoas sejam diagnosticadas antes dos 50 anos. Esta patologia é predominantemente caracterizada por sintomas motores, mas também é acompanhada por uma ampla gama de sintomas não-motores que incluem disfunções do sistema nervoso autónomo e distúrbios comportamentais. Atualmente, não há cura ou tratamento capaz de retardar ou interromper a progressão da doença e, embora na fase inicial o tratamento da Doença de Parkinson traga um alívio sintomático marcado, ao longo do tempo os efeitos colaterais como discinesia, comportamento impulsivo e compulsivo, alucinações e delírios podem surgir. A Doença de Parkinson é uma doença idiopática que parece resultar de interações ambientais com fatores de predisposição genética. Até à data, os eventos iniciais subjacentes aos processos neurodegenerativos na doença não são bem compreendidos, contudo a desregulação do stress oxidativo é aceite como um dos processos precipitantes e/ou potenciadores da morte neuronal que ocorre nesta patologia. A presença de dopamina, os elevados níveis de ferro na substantia nigra ou a elevada suscetibilidade dos neurónios dopaminérgicos aos processos inflamatórios são exemplos de fatores geradores de stress oxidativo. Por outro lado, mutações associadas à doença em genes que codificam proteínas mitocondriais ou proteínas reconhecidas como antioxidantes são também possíveis contribuidores do stress oxidativo. Vários marcadores oxidativos, quer do tecido cerebral, quer em tecidos periféricos de doentes de DP comprovam o estado pró-oxidativo na doença. Alguns estudos sugerem ainda que este estado oxidativo pode ser favorecido pelas terapias que visam repor a transmissão dopaminérgica como a levodopa ou os agonistas dopaminérgicos. As evidências que mostram a relação entre elevados níveis de stress oxidativo e a Doença de Parkinson levaram vários grupos de investigação a avaliar o impacto de estratégias baseadas no uso de antioxidantes em controlar os marcadores oxidativos e em travar os sintomas da doença. A Coenzima Q10, Pioglitazona ou os Inibidores da mieloperoxidase são exemplos de compostos com atividade antioxidantes estudados neste âmbito. O presente trabalho teve como objetivo rever a informação existente sobre a relação entre o stress oxidativo e a Doença de Parkinson e analisar os dados existentes sobre o potencial dos antioxidantes como possível estratégia terapêutica nesta patologia.
