Browsing by Author "Ferreira, Ana Sofia Fernandes"
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- Relação entre a autoperceção da prática médica e a sobrecarga da gestão da multimorbilidade em Medicina Geral e FamiliarPublication . Ferreira, Ana Sofia Fernandes; Simões, José Augusto Rodrigues; Prazeres, José Filipe Chaves PereiraIntrodução: A subida da multimorbilidade nos cuidados de saúde primários representa um desafio significativo, sendo o conhecimento sobre os seus efeitos e a avaliação da sua gestão percursores necessários para o desenvolvimento de políticas efetivas. A prática da medicina centrada na pessoa (MCP) deve ser avaliada para melhorar a formação profissional e a educação médica, uma vez que existe uma relação entre a abordagem da medicina centrada na pessoa e uma maior satisfação dos doentes e dos médicos que a sentem e a realizam, sendo que o bem-estar do médico é um indicador de qualidade dos serviços prestados. Objetivo: Relacionar a autoperceção genérica da prática médica segundo a medicina centrada na pessoa com a avaliação da sobrecarga da gestão da multimorbilidade em Medicina Geral e Familiar. Metodologia: Foi realizado um estudo transversal. O convite para a participação foi enviado pela Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, por correio eletrónico para médicos especialistas e internos de formação específica em Medicina Geral e Familiar. Aplicou-se um formulário que incluiu um conjunto de questões para caracterização dos médicos inquiridos, o questionário de Avaliação da Sobrecarga da Gestão da multimorbilidade em Medicina Geral e Familiar, desenvolvido por Prazeres, F. et al. e o instrumento para autoavaliação da realização de Medicina Centrada na Pessoa em Medicina Geral e Familiar validado por Santiago LM, et al. Resultados: A amostra foi de 469 médicos, dos quais a maioria são especialistas de MGF, do sexo feminino, com idades entre 30 e 45 anos que trabalham fundamentalmente numa Unidade de Saúde Familiar. No que toca a frequência de formação específica, cerca de 55% dos profissionais frequentaram formação sobre MCP e aproximadamente 43% sobre MM. Constatou-se que metade dos médicos inquiridos se sentem consideravelmente sobrecarregados pela gestão da MM. Além disso, demonstrou-se que cerca de 93% dos médicos que se autopercecionam como muito afetados emocionalmente pela gestão de doentes com MM, tal como aproximadamente 95% dos clínicos que se descrevem como fisicamente muito cansados, procuram ainda assim demonstrar regularmente princípios de MCP. Conclusão: Este estudo permite perceber o impacto que a sobrecarga da MM tem na prática clínica do médico de família e recomenda a implementação de medidas de intervenção formativa e regulamentar por forma a prestar os melhores cuidados de saúde possíveis.
