Percorrer por autor "Ferreira, Maria Inês de Melo"
A mostrar 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
- Sintomas osteoarticulares em pacientes com tiroidite autoimunePublication . Ferreira, Maria Inês de Melo; Abreu, Pedro Miguel Martins de AzevedoIntrodução: A patologia autoimune da tiroide é a forma mais comum de doença autoimune, com maior representação no género feminino. A sua associação com doenças reumatológicas está demonstrada, sugerindo a presença de fatores etiológicos, ambientais, genéticos e mecanismos patogénicos comuns. Esta relação tem sido documentada em doentes com Síndrome de Sj?gren, Artrite Reumatóide e Lúpus Eritematoso Sistémico. Evidências recentes demonstram que a tiroidite autoimune está também intimamente ligada às síndromes de dor crónica generalizada, incluindo a Fibromialgia, e que o défice de vitamina D poderá desempenhar um papel significativo no desenvolvimento de doenças autoimunes da tiróide. Objetivo: Determinar a prevalência de patologia reumatológica nos doentes codificados com o diagnóstico de Tiroidite Autoimune, na consulta externa de Reumatologia da ULS de Castelo Branco. Métodos: Estudo de coorte retrospetivo não controlado não aleatório, baseado na recolha de dados clínicos dos doentes com diagnóstico de Tiroidite Autoimune seguidos na consulta da Unidade de Reumatologia do Hospital Amato Lusitano, por diferentes condições reumatológicas, no período compreendido entre Março de 2011 e Agosto de 2016. Resultados: A população em estudo é composta por 94 indivíduos do sexo feminino e apenas dois do sexo masculino, com média de idades de 52,74±11,34 anos. Foi caracterizada a população em termos de anticorpos antitiroideus e outros anticorpos associados, com as seguintes frequências: 76,04% com valores de anti-TPO superiores a 60 U/ml, 56,25% com anti-TG superior a 60 U/ml, 46,88% com Anticorpo anti-nuclear positivo, 10,48% Fator Reumatóide positivo, 6,25% com positividade para anticorpo anti-dsDNA, 11,46% com algum dos anticorpos do painel ENA positivos, 2,08% de positividade para CCP. As patologias encontradas mais frequentemente associadas foram a Fibromialgia (28,13%), Conectivites (25%), Artrite Reumatóide (5,21%), e Espondilartropatia (4,17%). No grupo de doentes em estudo verificou-se, por ordem decrescente, os seguintes sinais e sintomas: poliartralgias (82,29%), dor muscular (41,67%), dor generalizada (33,33%), síndrome do túnel cárpico (12,5%), tendinopatia do ombro (8,33%) e artrite/sinovite (7,20%). Foram avaliados ainda os níveis de Vitamina D, sendo que 84,8% dos doentes têm níveis inferiores a 30 ng/mL. Discussão: As manifestações musculo-esqueléticas são manifestações cada vez mais importantes na doença autoimune da tiróide, existindo estudos que sugerem a sua avaliação e gestão precoces no contexto desta doença. Seria interessante aplicar a mesma metodologia noutros estudos a nível nacional, para se conseguir fazer uma caracterização mais precisa da doença reumatológica e sintomatologia musculoesquelética no contexto da tiroidite autoimune em Portugal, a fim de se poderem apresentar recomendações para a prática clínica baseadas em maior certeza e adequadas à população em causa.
