Percorrer por autor "Ferreira, Pedro Lopes"
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- Auto Perceção do Desempenho da Medicina Centrada na Pessoa em Medicina Geral e Familiar: Criação de Um Instrumento de MediçãoPublication . Santiago, Luiz Miguel de Mendonça Soares; Simões, José Augusto Rodrigues; Vale, Martinha; Faria, Elleni de; Ferreira, Pedro Lopes; Rosendo, InêsIntrodução: A Medicina Centrada na Pessoa é um método e modelo de prática permitindo ganhos para o médico e o paciente, devendo a sua prática ser avaliada para fns de desenvolvimento profssional contínuo e educação médica continuada. O objectivo deste estudo foi construir, determinar a fabilidade e a validade de um instrumento capaz de aferir a auto perceção genérica da prática médica segundo a medicina centrada na pessoa no ambiente de medicina geral e familiar. Material e Métodos: Uma primeira versão de um questionário segundo as quatro dimensões do método clínico centrado na pessoa foi revista por um grupo focal garantindo a validade de conteúdo. O questionário fnal engloba 22 itens, utilizando para resposta uma escala de Likert com quatro opções. A análise fatorial permitiu confrmar as dimensões defnidas por Moira Stewart, tendo também sido determinada a consistência interna, a reprodutibilidade por teste-reteste e a correlação item-total. A aplicação online a uma amostra de 905 médicos de medicina geral e familiar permitiu testar as validades de constructo e de critério. Resultados: O instrumento de medição inclui quatro dimensões: (i) explorar a saúde, a doença e a experiência de doença, (ii) investir na relação médico-doente; (iii) procurar entendimento; e (iv) compreender a pessoa como um todo. A consistência interna foi demonstrada com um alfa de Cronbach global de 0,892, variando entre 0,783 a 0,844 para todas as dimensões. A reprodutibilidade teste-reteste obteve um valor de correlação intraclasse entre 0,678 e 1,000. As correlações item-total variaram entre 0,457 e 0,870. As mulheres médicas estão mais sensibilizadas do que os seus colegas no que respeita à procura de entendimento com o doente e os médicos mais novos são os mais sensíveis à abordagem da doença através da anamnese e à procura de entendimento com o doente. Os especialistas demonstraram ter mais cuidado com a anamnese e com o facto de encarar o doente como um todo, e os profssionais que trabalham numa unidade de Saúde Familiar são os que procuram um melhor entendimento com a pessoa. Por fm, a formação específca sobre medicina centrada na pessoa e sobre consulta em medicina centrada na pessoa demonstraram ter um impacto positivo em todas as dimensões da medicina centrada na pessoa e isso é reconhecido pelos próprios profssionais. Discussão: A avaliação da auto perceção de desempenhar medicina centrada na pessoa é agora possível. Conclusão: O presente questionário apresenta boa fabilidade e validade permitindo ao médico verifcar quais as principais insufciências bem como desenvolver formação específca.
- Estudo de Fiabilidade da Escala de Capacidade de Controlo da Diabetes: Versão BrevePublication . Aveiro, Marcelo; Santiago, Luiz Miguel de Mendonça Soares; Ferreira, Pedro Lopes; Simões, José Augusto RodriguesObjetivo: Avaliar a correlação entre o valor obtido pelo instrumento de medição Diabetes Empowerment Scale - Short Form e o controlo da pessoa com diabetes medido pelo valor da hemoglobina glicada A1c. Material e Métodos: Estudo observacional transversal pela aplicação do Diabetes Empowerment Scale - Short Form a pessoas com diabetes de três Unidades de Saúde Familiar da Região Centro de Portugal após realização de teste e reteste (primeiro por escrito e, passados cinco minutos, oralmente) para determinação da coerência interna através do valor de alfa de Cronbach em 20 elementos que não foram depois estudados. A aplicação a pacientes diabéticos foi feita após a consulta de enfermagem e antes da entrada na consulta médica. Foi realizada estatística descritiva e inferencial apos verificação da normalidade dos dados. Resultados: Na primeira fase o valor de alfa de Cronbach de 0,90 a 1,00 relativamente aos oito itens da escala. Na aplicação escrita, a média de resultados foi de 3,78 ± 0,71 e na aplicação oral de 3,79 ± 0,65, p = 0,629. A amostra da segunda fase foi de 81 pessoas com diabetes, sendo 55,6% do sexo masculino. A idade média foi de 68,5 ± 1,1 anos com uma HbA1c média de 6,8 ± 0,2 e um tempo de evolução desde o diagnóstico de 9,2 ± 0,9 anos. A média da pontuação final da escala foi de 4,1 ± 0,8. Verificou-se uma correlação significativa entre a pontuação final e os níveis de Hba1C (ρ = -0,114; p = 0,312). Conclusão: A Escala de Capacidade de Controlo da Diabetes – Versão Breve revelou ser uma escala fiável para medir a capacitação em doentes diabéticos em Portugal. Confirmou-se a presença de uma correlação estatisticamente significativa entre o resultado obtido no final da escala e o valor de HbA1c.
