Browsing by Author "Figueiredo, Pedro Miguel Ribeiro"
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- Relatório de EstágioPublication . Figueiredo, Pedro Miguel Ribeiro; Costa, Aldo Filipe Matos Moreira Carvalho da; Martins, Júlio Manuel CardosoResumo 1 O mestrado em Ensino de Educação Física (EF) nos ensinos Básico e Secundário é constituído por uma vertente teórico-prática e por uma uma vertente prática. Ao longo dos dois anos do mestrado a vertente teórico-prática está sempre presente, embora seja mais significativa no primeiro ano. O estágio pedagógico insere-se no segundo ano do mestrado, tendo como objetivo que os alunos experienciem a realidade escolar e todas as funções de um Professor. Enquanto Professor Estagiário, procurei cumprir as diversas atividades nas diferentes funções que competem a um Professor. Ao longo do ano letivo de 2014/2015, lecionei 4 níveis diferentes (9º, 10º, 11º e 12º anos) e acompanhei, ao longo de todo o ano, uma turma do 3º ciclo (9ºB). Na lecionação foi ainda possível experienciar como é dar aulas a um curso profissional uma vez que lecionei um módulo ao 12º ano. Além da lecionação, orientei ainda treinos de basquetebol e badminton no tempo dedicado ao Desporto Escolar. Durante este tempo também acompanhei as equipas de basquetebol masculino e feminino e de badminton a competições e auxiliei as Professoras responsáveis pelas equipas sempre que necessário. Parte da minha intervenção passou também pela área da direção de turma e pela organização e dinamização de atividades na escola. Na área da Direção de Turma, realizei a caraterização da turma do 10ºB, aprendi a funcionar com o programa de marcação de faltas e sumários, justifiquei faltas, participei em reuniões de avaliação intercalares e de final de período e aprendi a definir estratégias de ensino adequadas a cada aluno. Na área de organização e dinamização de atividades, participei na organização de diversas atividades, incluídas no Plano Anual de Atividades Grupo de EF e no plano de atividades do Núcleo de Estágio. Nas atividades do Grupo de Educação Física, assumi sempre uma atitude proactiva, apresentando sugestões e colaborando com os Professores do Grupo em tudo o que foi necessário. Nas atividades do Núcleo de Estágio, assumi, em conjunto com a minha colega, a responsabilidade de conceber, organizar e dinamizar as atividades. À partida para este ano letivo, tinha como principais objetivos colocar em prática os conhecimentos adquiridos, conseguindo lidar com os diferentes tipos de personalidade dos alunos, gerindo os conflitos de sala de aula, e desenvolver competências do planeamento e da gestão de aulas. Julgo que estes objetivos foram cumpridos e que terminei o estágio pedagógico com um conhecimento mais completo de todas as áreas de intervenção inerentes à função de Professor. Resumo 2 Vários estudos afirmam que o esforço físico dos alunos durante as aulas de Educação Física (EF) é baixo, ficando muitas vezes aquém das intensidades desejáveis para provocar adaptações e melhoria da Aptidão Física. Neste estudo, pretendemos analisar os valores médios de Frequência Cardíaca (FC) durante diferentes fases da aula de EF, procurando identificar possíveis diferenças entre aulas de desportos coletivos e de desportos individuais (basquetebol e ginástica de aparelhos). A amostra foi constituída por um grupo de 15 alunos, 5 do sexo feminino e 10 do sexo masculino (15,2 ± 0.56 anos) e o estudo foi realizado ao longo de 10 aulas (5 de cada modalidade), registando-se os valores da FC, em batimentos por minuto (bpm), através da utilização de monitores de FC (Polar Electronic, modelo FT1). Após a análise exploratória dos dados verificaram-se diferenças significativas na fase de transição ( basquetebol: 146 ± 27.2 bpm, p=0.001; ginástica de aparelhos: 138.4 ± 25.8 bpm, p=0.001) e na fase de exercitação (basquetebol: 151.2 ± 26.1 bpm, p=0.000; ginástica de aparelhos: 143.0 ± 27.0 bpm, p=0.000). Na fase de organização as diferenças não foram significativas (basquetebol: 136.8 ± 26.2 bpm, p=0.526; ginástica de aparelhos: 132.3 ± 23.9 bpm, p=0.526). Desta forma, consideramos que os professores de EF deveriam planear aulas que proporcionem maior tempo de atividade, e níveis de intensidade mais elevados aos alunos, especialmente em períodos de exercitação, independentemente do tipo de aula.
