Percorrer por autor "Freitas, Liliana Marlene Pinto da Silva"
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- Avaliação da Qualidade de Vida no Trabalho Percebida pelo Enfermeiro: Estudo Transversal em PortugalPublication . Freitas, Liliana Marlene Pinto da Silva; Almeida, Anabela Antunes de; Martinez, DidierIntrodução: A Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) dos enfermeiros influencia o bemestar, o desempenho e a qualidade dos cuidados. Este estudo teve como objetivo conhecer a QVT percebida pelos Enfermeiros em Portugal e analisar as associações com variáveis sociodemográficas e profissionais, bem como com as seis dimensões da escala “Work- Related Quality of Life” (WRQOL) (bem-estar geral (BEG), relação casa- trabalho (RCT), controlo no trabalho (CNT), condições de trabalho (CDT), stress no trabalho (SNT) e satisfação profissional (SP)). Métodos: Estudo observacional e transversal, seguindo um modelo de análise descritivocorrelacional, com uma abordagem eminentemente quantitativa, baseado em amostragem não probabilística por conveniência, tendo como recolha dos dados o questionário online, composto por duas partes, pelo WRQOL e variáveis sociodemográficas/profissionais, que decorreu entre março de 2024 e junho de 2025, com parecer favorável da Comissão de Ética da Universidade da Beira Interior e com o apoio da divulgação pela Ordem dos Enfermeiros. A amostra é constituída por a 653 enfermeiros, de seguida, procedeu-se à análise descritiva e inferencial com recurso ao software “Statistical Package for the Social Sciences 27”. Resultados: A QVT situou-se em nível intermédio (mediana 2,97), com SNT como a dimensão mais crítica, CNT e BEG como as mais favoráveis. Amostra constituída maioritariamente por sexo feminino (86,4%), contudo não se verificaram diferenças por sexo. A idade/anos de serviço correlacionaram-se positivamente com todas as dimensões e com a QVT. Enfermeiros especialistas, categorias superiores e quem exerce chefia/direção e gestão apresentaram melhores resultados. A tipologia Unidade de Cuidados Continuados Integrados e Cuidados de Saúde Primários superaram os Hospitais na QVT e em várias dimensões. Verificaram-se assimetrias regionais, com Norte e Açores acima de Lisboa (nomeadamente em QVT e CDT) e o Algarve consistentemente mais baixo. Nos horários, o fixo superou o rotativo em todas as dimensões e QVT e não fazer horário noturno associouse a melhores pontuações, exceto RCT. O contexto público/privado não diferenciou a QVT e apenas SNT foi melhor em quem trabalha em ambos os contextos. O vínculo laboral demonstrou diferenças em vários domínios com o Contrato de Trabalho em Funções Públicas superior ao Contrato Individual de Trabalho e prestação de serviços tendencialmente pior, sem efeito na QVT. A sindicalização não revelou diferenças entre que ser ou não ser sindicalizado. Estar satisfeito com a instituição associou-se a melhores resultados em todas as dimensões e na QVT. Conclusões: Existe uma tendência para retirarmos um perfil em risco em que é mais provável encontrar pior QVT entre profissionais mais jovens/menos anos de serviço, sem especialidade, na categoria de enfermeiro (sem funções de chefia/direção e gestão), que exercem em contexto hospitalar, localizados em Lisboa e Vale do Tejo, com vínculo Contrato Individual de Trabalho, em horário rotativo e com trabalho em horário noturno, e insatisfeitos com a instituição.
